Família obrigada a retornar ao Iraque por veto de Trump viaja de novo aos EUA

Cairo, 5 fev (EFE).- A família curdo-iraquiana que se viu afetada pelo veto migratório do presidente americano, Donald Trump, e que foi obrigada a voltar ao Iraque, retornará neste domingo aos Estados Unidos, confirmaram à Agência Efe amigos da família.

"Aterrissarão ao meio-dia no aeroporto John F. Kennedy (Nova York), e à noite chegarão a Nashville", afirmou em conversa pela internet a ativista e amiga da família, Mona Fetuh.

Na semana passada, os cinco membros da família Sharif foram retidos durante 25 horas seguidas no aeroporto do Cairo, e foram devolvidos à cidade de Erbil, no Curdistão iraquiano.

Em entrevista à Efe em Erbil, o pai da família, Fouad Sharif, explicou que tinha o sonho de instalar-se nos EUA, mas, durante sua escala no Cairo, as autoridades aeroportuárias lhes informaram que não podia prosseguir sua viagem devido a um aviso da embaixada americana em Bagdá.

O homem e sua esposa, Arazoo, tinham deixado seu trabalho, vendido sua casa e suas propriedades para custear a viagem. Seus filhos adolescentes, dois jovens de 17 e 19 anos, e uma menina de 10, abandonaram seus estudos com a intenção de continuar nos EUA.

Desta vez, sua escala não passará pela capital egípcia, mas por Istambul, como afirmou Fetuh.

O filho mais velho comentou há poucos dias à Efe que a embaixada americana no Iraque lhes telefonou no mesmo dia em que foi bloqueada a decisão de Trump, e decidiram, sem hesitar, comprar outra vez as passagens aos EUA, já que o juiz federal James Robart bloqueou na sexta-feira a aplicação do decreto de Trump, o que obrigou o governo a restaurar milhares de vistos.

De fato, um tribunal de apelações dos EUA rejeitou hoje o pedido de Trump para restaurar de maneira imediata o veto migratório, e pediu mais argumentos antes de tomar uma decisão definitiva sobre o tema.

Por este motivo, podem continuar chegando ao país os refugiados de todo o mundo, que estavam vetados durante 120 dias sob a ordem de Trump, e os cidadãos de sete países de maioria muçulmana (Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Irã e Iêmen), proibidos durante 90 dias de acordo com o decreto publicado em 27 de janeiro.

Após esta decisão da Corte de Apelações, o governo de Trump pode agora recorrer perante a Suprema Corte, algo que muitos analistas consideram provável.

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