Governo venezuelano garante que concluirá obras da Odebrecht no país

Caracas, 5 fev (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, garantiu neste domingo que terminará todas as obras sob responsabilidade da Odebrecht no país, depois de comentar que a construtora brasileira "se autodissolveu" como a aliança de partidos opositores Mesa da Unidade Democrática (MUD).

"A Odebrecht parece que se autodissolveu como a MUD, a Odebrecht parece que terminou como a MUD, autodissolvida (...) Vamos terminar todas as obras que a Odebrecht tinha no país com trabalho nacional", disse Maduro durante seu programa transmitido pela emissora estatal "VTV".

O chefe de Estado venezuelano fez este anúncio depois de visitar em Guarenas, no estado de Miranda (centro), obras na ferrovia que ainda não foram concluídas.

O conglomerado brasileiro é responsável na Venezuela pela construção de pontes e de um transporte subterrâneo.

No último dia 26 de janeiro, a procuradora-geral venezuelana, Luisa Ortega Díaz, informou que o Ministério Público estava investigando se as obras deste consórcio estavam sendo executadas ou estavam inconclusas e que, além disso, averiguava se havia funcionários que receberam subornos da construtora.

Segundo documentos revelados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no último dia 21 de dezembro, a Odebrecht pagou aproximadamente US$ 788 milhões em subornos em 12 países da América Latina e da África.

De acordo com esses documentos, os pagamentos foram feitos em relação com "mais de 100 projetos em 12 países, incluindo Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela".

Os documentos do Tribunal do Distrito Ocidental de Nova York assinalam que a construtora brasileira pagou US$ 98 milhões na Venezuela entre 2006 e 2015, a "funcionários e intermediários do governo" para "obter e reter contratos de obras públicas".

No último dia 22 de dezembro o parlamento venezuelano, de maioria opositora, anunciou que averiguaria os supostos subornos pagos pela Odebrecht a funcionários do governo.

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