Morre Shumon Miura, romancista japonês da "terceira geração" do pós-guerra

Tóquio, 5 fev (EFE).- O romancista e ex-chefe da Agência de Assuntos Culturais do Japão Shumon Miura morreu na sexta-feira aos 91 anos de pneumonia em um hospital de Tóquio, informou neste domingo sua família.

Nascido em janeiro de 1926 na cidade onde morreu, Miura fazia parte da chamada "terceira geração" do pós-guerra, um grupo de escritores que surgiram na cena literária japonesa de 1953 a 1955, entre os quais se encontram romancistas como Shusaku Endo, Junnosuk Yoshiyuki e Shotaro Yasuoka.

Graduado na Universidade de Tóquio, Miura é autor de livros como "Gisei" (Sacrifício) e "Hakoniwa" (Jardim em miniatura), pelo qual ganhou o prêmio Shinchosha em 1967.

Professor na Universidade Nihon desde esse ano e chefe da Agência de Assuntos Culturais do Japão entre 1985 e 1986, se casou em 1953 com a também romancista - e ex-assessora do atual primeiro-ministro Shinzo Abe - Ayako Sono e se converteu ao catolicismo.

Este autor japonês, conhecido por seus escritos de temática religiosa, foi membro do reduzido grupo de destacados escritores católicos (a população cristã no Japão é menor do que 1%) entre os quais estava Endo, autor de "Silêncio" (1966), recentemente adaptada ao cinema pelo americano Martin Scorsese.

Em 1999, Shumon Miura foi premiado pelo governo em reconhecimento a suas conquistas culturais, e foi chefe da parte japonesa do conselho de troca cultural entre seu país e a Coreia do Sul.

Miura foi, além disso, diretor da Academia de Arte do Japão durante dez anos, entre 2004 e 2014.

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