Presidente filipino dá por terminado diálogo com guerrilha comunista

Manila, 5 fev (EFE).- O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, deu por terminado o diálogo com a guerrilha comunista, ao anunciar a retirada do governo das negociações, dias depois que ambas as partes anunciaram o fim do cessar-fogo.

Duterte tomou a medida depois que rebeldes do Novo Exército do povo (NEP), braço armado do ilegal Partido Comunista, realizaram vários ataques contra as forças de segurança.

Os ataques ocorreram depois que a guerrilha pôs fim à trégua na quarta-feira, o que levou Duterte a fazer o mesmo na sexta-feira com o cessar-fogo que ele mesmo declarou há cinco meses, depois que as duas partes iniciaram o diálogo.

"As conversas de paz permanecerão canceladas a menos que haja razões convincentes que serão em benefício do interesse da nação", disse ontem à noite Duterte, segundo a televisão "GMA".

Governo e rebeldes começaram em janeiro em Roma a terceira rodada de negociações e deviam se reunir este mês na Holanda para abordar um cessar-fogo bilateral antes de retomar as negociações de paz em Oslo em abril próximo.

"Pedirei ao contingente filipino que desmonte as tendas e retorne para casa (...) Não estou disposto a retomar as conversas de paz", disse Duterte.

"Quero dizer ao povo filipino: pode ser que a paz com os comunistas não chegue nesta geração", acrescentou.

O principal empecilho das negociações foi a negativa do governo filipino de pôr em liberdade cerca de 140 presos vinculados a esta guerrilha de inspiração maoísta, fundada em 1969.

O NEP conta com cerca de 6.000 combatentes regulares que realizaram nas últimas décadas atentados, assassinatos, sequestros e extorsões com um balanço de mais de 30 mil mortos.

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