Rebeldes pró-Rússia acusam Kiev de descumprir acordo para retirar armamento

Kiev, 5 fev (EFE).- Os rebeldes pró-Rússia do leste da Ucrânia acusaram neste domingo o governo de Kiev de descumprir o acordo alcançado na quarta-feira passada, que dava como prazo o dia de hoje para devolver o armamento pesado aos lugares onde devia estar desde que se pactuou sua retirada nos Acordos de Minsk.

"Apesar de já ser 5 de fevereiro, não podemos constatar que a parte ucraniana tenha cumprido as condições estipuladas para o cessar-fogo" na quarta-feira na reunião do chamado Grupo de Contato de Minsk, disse aos jornalistas Eduard Basurin, número dois da autoproclamada República Popular de Donetsk (RPD).

Enquanto Kiev não ofereceu hoje informações sobre este assunto, Basurin assegurou que as milícias rebeldes "nem têm nem tiveram armamento pesado perto da linha" que separa as posições dos dois lados.

O dirigente rebelde afirmou que a situação na zona do conflito estabilizou-se: "Há tiroteios isolados, embora ontem os militares ucranianos seguissem disparando com morteiros contra nossos núcleos residenciais".

Por sua parte, o Ministério da Defesa da Ucrânia informou de dois soldados feridos no sábado em combates com os sublevados.

A violência voltou ao leste da Ucrânia há uma semana e pelo menos 20 pessoas, entre civis e combatentes de ambos lados, morreram nos últimos dias na zona do conflito.

Os arredores de Adveyevka, cidade controlada pelas forças ucranianas e situada a apenas 15 quilômetros ao norte de Donetsk - o principal reduto dos separatistas pró-Rússia -, foram o principal palco dos confrontos armados.

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, conversou por telefone na madrugada passada com o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e conseguiu que o chefe da Casa Branca lhe manifestasse seu respaldo para restaurar a paz no leste da Ucrânia.

Trump e o presidente russo, Vladimir Putin, decidiram no fim de semana passado melhorar as relações bilaterais, em meio a grandes expectativas de uma aproximação entre os dois países com a chegada ao poder do magnata nova-iorquino.

No entanto, nesta semana o governo americano não duvidou em criticar a Rússia por seu papel na Ucrânia, em reunião convocada de urgência pelo Conselho de Segurança da ONU para analisar a intensificação das hostilidades neste país.

Segundo dados da ONU, nos quase três anos de conflito nas regiões orientais ucranianas morreram cerca de 10.000 pessoas.

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