Refugiados fazem greve de fome por condições no campo grego de Elliniko

Atenas, 5 fev (EFE).- Cerca de 200 refugiados do campo de Elliniko, no sul de Atenas, começaram neste domingo uma greve de fome em protesto pelas más condições às quais, segundo sua opinião, estão submetidos no centro habilitado no antigo aeroporto da capital grega.

Segundo o movimento contra o racismo KEERFA, que apoia o protesto, os refugiados se queixam, entre outras coisas, da "falta de respeito por parte dos que lhes proporcionam os serviços básicos", de "escassez de leite para crianças e fraldas", que não há "água quente ou lavanderia" e da qualidade da comida, que qualificam de "inaceitável".

Além disso, protestam porque a falta de tradutores "faz com que seja impossível ir ao hospital".

Os refugiados, segundo a imprensa local, pedem a intervenção imediata neste campo do ministro grego de Migração, Yannis Muzalas, enquanto a polícia se deslocou ao lugar para evitar uma escalada da tensão.

O campo de Elliniko, que abriga 1,3 mil pessoas, foi habilitado nos terrenos do antigo aeroporto no outono de 2015, em plena crise de refugiados, e estava previsto que fosse completamente evacuado e seus ocupantes transferidos a outros centros em julho de 2016.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos