Trump decidirá sobre acordo nuclear com Irã nos próximos dias, segundo Pence

Washington, 5 fev (EFE).- O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, afirmou neste domingo que o governo de Donald Trump está "avaliando" a continuidade do acordo nuclear com o Irã e outras cinco potências, que foi duramente criticado pelo agora presidente durante a campanha eleitoral.

"Estamos avaliando exatamente isso", respondeu Pence em uma entrevista à emissora de televisão "ABC News", cujo apresentador lhe perguntou se o governo de Trump planejava seguir vinculado ao acordo nuclear alcançado em 2015.

"Acredito que o presidente tomará essa decisão nos próximos dias. E escutará todos seus assessores, mas não devemos nos equivocar: este presidente tem tamanha determinação em suas decisões que o Irã deveria pensar duas vezes em suas constantes ações hostis e beligerantes", acrescentou Pence.

O governo de Trump impôs sanções nesta sexta-feira a 25 entidades e indivíduos relacionados com o programa de mísseis balísticos de Teerã, em resposta ao teste de um míssil de médio alcance que o Irã realizou há uma semana.

"O Irã está brincando com fogo. Não apreciam o quão 'amável' foi com eles o presidente (Barack) Obama. Eu não (serei)!", escreveu Trump nesta sexta-feira em sua conta no Twitter.

Apesar de suas críticas ao acordo nuclear alcançado durante o governo de Obama, Trump não fez nada por enquanto para se retirar desse pacto multilateral, do qual também fazem parte Alemanha, Reino Unido, França, Rússia e China.

Tanto o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, como o secretário de Estado, Rex Tillerson, se mostraram contra a retirada do acordo nuclear com o Irã, embora este último tenha recomendado, durante sua audiência de confirmação para o cargo, uma "revisão completa" dos termos do pacto.

Ao impor as sanções ao Irã nesta sexta-feira, o governo de Trump advertiu que essa era apenas uma medida "inicial" para enfrentar o comportamento iraniano, e o assessor de segurança nacional do presidente, Michael Flynn, anunciou o fim da "tolerância" americana com a República Islâmica.

"A Administração de Trump não tolerará mais as provocações do Irã que ameacem nossos interesses. Os dias de fechar os olhos perante as ações hostis e beligerantes do Irã contra os Estados Unidos e o mundo se acabaram", assegurou Flynn em comunicado.

As sanções dos EUA não amedrontaram o Irã, que neste sábado retomou suas manobras militares e seus controvertidos testes de mísseis, e impôs também restrições a entidades e indivíduos americanos.

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