Argentino denunciado por violência de gênero mata esposa e 5 parentes

Buenos Aires, 6 fev (EFE).- Um homem matou a tiros a esposa - que poucos meses atrás o havia denunciado por violência de gênero - e pelo menos cinco familiares da mulher na cidade de Hurlingham, na província de Buenos Aires, informaram nesta segunda-feira fontes policiais.

Após uma árdua investigação, o suspeito foi detido no começo da tarde em Río Segundo, na província de Córdoba, a cerca de 650 quilômetros da capital argentina.

A promotora de Violência de Gênero responsável pelo caso, Paula Hondeville, afirmou à imprensa local que Loscalzo foi detido enquanto viajava de ônibus para a cidade de Córdoba.

Ainda segundo a promotora, as duas únicas testemunhas do crime são a cunhada do criminoso - que estava grávida, perdeu o bebê e cujo estado de saúde é grave - e sua filha de 12 anos, sobrinha do acusado, que ainda não foi ouvida em depoimento.

Além disso, Hondeville disse que a qualificação legal do crime é de violência de gênero, mas que "é muito mais do que um caso" deste tipo, em primeiro lugar porque o criminoso matou vários membros da família de sua esposa, e em segundo pois há indícios de que ele roubou a arma dela.

De acordo com as primeiras investigações, Diego Loscalzo estava jantando ontem à noite na casa onde vivia com a esposa, uma policial chamada Romina Maguna, quando começou uma discussão violenta. Ele então pegou a arma de Maguna e atirou nela várias vezes, matando-a.

Em seguida, abriu fogo contra os cunhados, Vanessa e Darío Daniel Díaz (a primeira morreu na casa, e o segundo faleceu no hospital), e outra mulher, chamada Cinthia López.

Loscalzo fugiu de moto e foi perseguido de carro por outros parentes da esposa. Ele fez mais disparos e causou a morte de sua sogra e de mais um cunhado, José Eduardo Maguna, além de ter ferido uma menina de 12 anos nas pernas e a mulher deste último, que estava grávida de 9 meses e perdeu o bebê em consequência dos ferimentos.

Maguna havia denunciado Loscalzo por violência em julho, segundo a agência oficial de notícias "Télam", mas depois ambos continuaram a viver juntos.

Quando aconteceu a discussão inicial, na hora da chacina também estava na casa o filho da vítima, de 9 anos, que não se feriu e alertou os vizinhos.

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