Colômbia revisará entrada de criminosos comuns em zonas de reunião das Farc

Bogotá, 6 fev (EFE).- O governo da Colômbia revisará as listas apresentadas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) sobre seus integrantes que comparecerão às zonas de reunião nas quais deixarão as armas e se desmobilizarão para que não haja a inflitração de criminosos comuns, informou nesta segunda-feira o Alto Comissário para a Paz, Sergio Jaramillo.

"Meu escritório recebe de boa fé de parte do grupo armado as listas de seus integrantes, mas, neste caso, nos reservamos o direito a revisá-las e, se um nome não é das Farc, o governo vai dizer que não deve estar aí", disse Jaramillo em entrevista coletiva.

O funcionário respondeu a uma pergunta sobre Segundo Alberto Villota, que, de acordo com a promotoria colombiana, está ligado ao tráfico de drogas e ao cartel mexicano "Los Zetas" na Guatemala.

De acordo com esses dados, Villota "falsificou documentos para se passar por guerrilheiro das Farc e receber os benefícios judiciais outorgados a seus membros", informaram veículos de imprensa locais na semana passada.

Nesse sentido, Jaramillo indicou que Villota será um dos excluídos das listas que possam ser apresentadas pelas Farc.

A intenção de Villota, aparentemente, era aproveitar esses benefícios judiciais para se livrar dos pedidos de extradição por parte do governo dos Estados Unidos.

O ministro da Justiça, Jorge Londoño, disse à emissora "Blu Radio" na semana passada que, para o governo colombiano, "Villota não é integrante das Farc e, com base no acordo, será possível confirmar quem pertence ou não à guerrilha depois de obter as listas que forem entregues" pela mesma.

As Farc iniciaram na semana passada uma grande marcha que levará seus integrantes às zonas verdes transitórias de normalização (ZVTN) nas quais os combatentes deixarão as armas e se desmobilizarão.

Até o momento, chegaram a essas zonas espalhadas por todo o território colombiano 5.784 pessoas do total de cerca de 6.300 guerrilheiros esperados pelo governo.

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