Irã insiste que não entregou armas a rebeldes iemenitas

Teerã, 6 fev (EFE).- O Ministério das Relações Exteriores do Irã reiterou nesta segunda-feira que não interfere no conflito do Iêmen nem entrega armas aos rebeldes houthis, depois das advertências dos Estados Unidos pelos ataques dos insurgentes contra a Arábia Saudita.

O porta-voz das Relações Exteriores, Bahram Qasemi, garantiu em sua entrevista coletiva semanal, que este tipo de acusações contra o Irã é "um pretexto inventado por alguns países regionais e pela nova Administração americana para promover o ódio ao Irã".

"O Irã não está envolvido no conflito do Iêmen e nunca forneceu armas aos combatentes iemenitas", ressaltou o porta-voz, que considerou seu país é "uma vítima da guerra imprudente do governo da Arábia Saudita".

O governo americano advertiu na semana passada ao Irã sobre ameaçar "amigos dos Estados Unidos e seus aliados na região" após um ataque contra um navio de guerra saudita feito pelos rebeldes iemenitas.

Hoje, os insurgentes houthis afirmaram que lançaram com "sucesso" um míssil balístico de longo alcance contra uma base militar perto de Riad, pela primeira vez desde o início da intervenção saudita no conflito iemenita.

Tanto Estados Unidos quanto Arábia Saudita acusam o Irã de apoiar os rebeldes houthis e fornecer armas, como os mísseis com os quais a própria República Islâmica efetuou recentemente testes.

Sobre os Estados Unidos, Qasemi afirmou que "o novo governo de Washington desde o momento em que começou seu mandato teve posição dura com relação ao Irã, principalmente no tema dos mísseis".

"Alguns governos da região foram cúmplices desta nova onda de ódio ao Irã", acrescentou, em alusão a seu rival Arábia Saudita e outros países sunitas do Golfo.

Quanto a seu programa de mísseis insistiu que são "defensivos", e que "não serão usados como uma ferramenta para mandar uma mensagem à outra parte" e afirmou que os testes de mísseis acontecem em datas determinadas e não como um aviso ou resposta aos Estados Unidos.

A tensão entre Irã e Estados Unidos foi aumentando gradativamente desde o veto americano e a nova imposição de sanções, medidas às que Teerã respondeu com reciprocidade.

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