Israel aprova lei para legalizar colônias na Cisjordânia ocupada

Jerusalém, 6 fev (EFE).- O parlamento de Israel aprovou nesta segunda-feira a polêmica Lei de Regularização de colônias não autorizadas pelas autoridades no território palestino ocupado da Cisjordânia.

Com 60 votos a favor e 52 contra, os deputados deram sinal verde a um projeto que servirá para legalizar de maneira retroativa cerca de 4 mil casas em colônias construídas em terras privadas palestinas no setor C da Cisjordânia, sob completo controle israelense, ocupado desde 1967.

A representante do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) Hanan Ashwari considera que a nova lei é a "anexação final da Cisjordânia" e dará liberdade aos colonos israelenses a "embarcarem no roubo de terras com impunidade".

A lei representa uma mudança importante em nível interno, apesar de na esfera internacional todas as colônias são consideradas ilegais, como destacou uma resolução aprovada em dezembro pelo Conselho de Segurança da ONU.

As casas afetadas estão situadas sobre terrenos particulares de palestinos em mais de 50 colônias construídas ou ampliadas sem um processo de planejamento ordenado.

A aprovação da lei foi louvada como um "passo histórico para o movimento colono" pela extrema-direita de Israel. Já a oposição ao primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, teme que seja o caminho de um processo que terminará no "tribunal de Haia", disse o líder da plataforma União Sionista, Isaac Herzog.

O projeto, promovido por Naftali Benet, líder do principal membro da coalizão do governo, o Lar Judaico, tem como objetivo "regular e permitir o contínuo estabelecimento e o desenvolvimento" dos assentamentos judeus na Cisjordânia.

Benet comemorou a vitória da proposta, algo vista por muitos como uma imposição sobre Netanyahu. Após a votação, ele afirmou ao jornal "Ha'aretz que "isso é democracia".

Netanyanu não chegou a tempo para votar. O primeiro-ministro estava voltando de Londres, onde foi realizar visita oficial.

Na entrevista coletiva que concedeu antes de voltar do Reino Unido, Netanyahu afirmou que tinha informado ao governo dos EUA sobre o projeto por não querer "surpreender um de seus amigos".

O primeiro-ministro queria que a lei só fosse votada depois de uma viagem que ele fará a Washington no próximo dia 15, quando será recebido pelo novo presidente dos EUA, Donald Trump, mas teve que ceder às pressões de Benet.

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