Merkel diz que é preciso buscar pontos em comum com Trump sobre defesa e Otan

Berlim, 6 fev (EFE).- A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, insistiu nesta segunda-feira que é necessário buscar "pontos de coincidência" com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, especialmente em relação ao papel da Otan, e admitiu a necessidade de aumentar os gastos de seu país com defesa, como reivindica o governo americano.

"Já disse o que eu tinha que dizer em relação à política migratória da nova administração dos Estados Unidos", afirmou a chanceler em entrevista coletiva ao comentar as críticas que fez, após sua primeira conversa telefônica com Trump, ao veto para a entrada de cidadãos de vários países de maioria muçulmana nos EUA.

Agora é momento de "buscar afinidades", acrescentou a chanceler, que lembrou a menção de ambos nessa conversa para o papel relevante que dão à Otan, depois que o próprio Trump qualificou de "obsoleta" a aliança militar.

"Sabemos que a Alemanha deve fazer mais em matéria de defesa", disse a chanceler, que lembrou que, durante o mandato do presidente Barack Obama, se mostrou disposta a atender a esta reivindicação de seu aliado transatlântico e admitiu que agora, com Trump, isso adquiriu uma "nova significação".

É em "interesse próprio da Alemanha" que a cooperação deve ser reforçada "com um grande parceiro", como os Estados Unidos, indicou Merkel, que mencionou nesse sentido tanto os serviços secretos, como a defesa.

A chanceler fez essas declarações em um comparecimento conjunto com o líder da Baviera, Horst Seehofer, que até agora mostrou maior proximidade com Trump do que ela, e até elogiou abertamente algumas medidas adotadas pelo presidente dos Estados Unidos.

Merkel não mencionou quais serão as ações que a Alemanha adotará caso os EUA concretizem medidas protecionistas que prejudiquem os interesses econômicos do país e de suas empresas.

"Não tenho motivo algum para especular em relação a isso", afirmou a chanceler, para insistir em sua "clara aposta" pelo multilateralismo. Além disso, Merkel reiterou que é preciso "tempo" para saber como será o proceder dos Estados Unidos.

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