Netanyahu diz que países "responsáveis" devem seguir Trump em relação ao Irã

Londres, 6 fev (EFE).- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta segunda-feira em Londres que os países "responsáveis" devem seguir o exemplo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor novas sanções ao Irã por seu teste com um míssil balístico.

Ao começar hoje a reunião com a primeira-ministra britânica, Theresa May, na residência oficial de Downing Street, Netanyahu disse que o mundo enfrenta "desafios" em relação ao Irã e se mostrou confiante de que outros países seguirão Trump na hora de mostrar firmeza perante a República Islâmica.

"Enfrentamos desafios, isso é muito claro, do islã militante e especialmente do Irã. O Irã pretende aniquilar Israel, quer conquistar o Oriente Médio, e é uma ameaça à Europa, ao Ocidente e ao mundo", afirmou Netanyahu.

"E (o Irã) oferece provocação atrás de provocação. É por isso que louvamos a ajuda do presidente Trump de impor novas sanções contra o Irã. Acredito que outras nações deveriam segui-lo, certamente as nações responsáveis", ressaltou Netanyahu após entrar em Downing Street.

"E eu gostaria de falar sobre como poderíamos assegurar que a agressão do Irã não fique sem resposta", acrescentou o líder israelense.

Uma porta-voz de Theresa May admitiu, por sua vez, que o governo britânico compartilha a preocupação com o recente teste iraniano com um míssil balístico, mas também defendeu o acordo nuclear alcançado com Teerã em 2015 por considerar que o mesmo "neutralizou" a possibilidade de os iranianos obterem armas nucleares.

Ao mesmo tempo, a porta-voz de May ressaltou que a reunião de hoje estará focada em fomentar a relação bilateral de modo que seja benéfico para ambos os países.

Além disso, a fonte comentou que a chefe de governo britânica espera reiterar a posição de inconformidade do Reino Unido pelo aumento dos assentamentos israelenses no território palestino ocupado.

Netanyahu chegou à residência oficial da premiê britânica por volta do meio-dia (horário local), mas sem que May viesse até a porta para recebê-lo, e também não está previsto que aconteça uma entrevista coletiva ao término da reunião e do almoço que ambos manterão hoje.

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