Procurador pede que chanceler argentina seja investigada por desvio de fundos

Buenos Aires, 6 fev (EFE).- Um procurador pediu que a ministra das Relações Exteriores da Argentina, Susana Malcorra, seja investigada pelo uso de mais de 1,3 milhão de pesos (R$ 225 mil) de fundos públicos argentinos para impulsionar sua candidatura à Secretaria Geral da ONU, confirmaram nesta segunda-feira à Agência Efe fontes jurídicas.

O procurador federal Patrício Evers aceitou uma denúncia apresentada em outubro do ano passado a título pessoal pelo advogado Denis Pitté Fletcher, depois que o chefe de gabinete de ministros, Marcos Peña, informou no Congresso sobre as despesas da candidatura de Malcorra para liderar as Nações Unidas, cargo que finalmente ficou com o português Antonio Guterres.

"É uma denúncia relativamente simples. Um meio jornalístico deu a notícia das despesas em que teria incorrido a chanceler usando fundos públicos para viagens destinadas a sua candidatura. Eu sustentei na denúncia que isso é desvio de fundos públicos, porque o Estado não tem por que financiar uma candidatura particular de sua chanceler", explicou o advogado à Efe.

Concretamente, Evers requereu à juíza María Romilda Servini que seja investigado o uso de mais de 1,3 milhão de pesos em conceito de despesas em passagens supostamente utilizadas pela chanceler e seus secretários.

Malcorra realizou em 2016 viagens para Nova York por ocasião de sua candidatura, assim como para Angola e Egito.

A denúncia pedia que a Justiça solicite à chancelaria a documentação sobre os custos destes deslocamentos e as pessoas que trabalharam na candidatura e informação sobre se o gabinete autorizou as despesas.

Em maio de 2016, o presidente Mauricio Macri apresentou Malcorra oficialmente como candidata à Secretaria Geral da ONU, como mais um passo no objetivo de consolidar o que fixou como um de seus objetivos de governo, a abertura do país ao mundo.

A postulação da chanceler, de 62 anos, aconteceu cinco meses após assumir como ministra e de deixar seu posto como chefe de gabinete de Ban Ki-moon, então secretário-geral em fim de mandato da ONU.

Finalmente, em outubro o ex-primeiro-ministro português António Guterres foi eleito secretário-geral da ONU, cargo que assumiu em janeiro.

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