Rússia, Irã e Turquia definem mecanismo de controle do cessar-fogo na Síria

Astana, 6 fev (EFE).- Rússia, Irã e Turquia definiram nesta segunda-feira quase todos os aspectos do mecanismo de controle do cessar-fogo na Síria, durante uma reunião técnica realizada na capital do Cazaquistão, Astana, com a participação de representantes da ONU.

"Durante a primeira reunião nós praticamente estipulamos todo o projeto do grupo conjunto de controle para o acompanhamento do cessar-fogo. Acredito que em nosso próximo encontro assinaremos o documento", afirmou o general Stanislav Gadzhimagomedov, o chefe da delegação russa, em entrevista coletiva.

De acordo com Gadzhimagomedov, falta apenas pactuar "alguns detalhes" do mecanismo, que os representantes dos três países deverão concordar com suas respectivas capitais.

Além disso, adiantou que o próximo encontro em Astana será realizado nos dias 15 e 16 de fevereiro, "ou seja, antes da reunião de Genebra" de 20 de fevereiro.

"As delegações confirmaram a vontade de continuar a cooperação em prol do pleno cumprimento do regime de cessação das hostilidades na Síria", explicou.

O representante russo detalhou que em Astana foram abordadas medidas "especiais" para que o mecanismo de controle garanta não só o cessar-fogo, mas permita prevenir qualquer provocação. Além disso, foram estudadas medidas de confiança e meios para garantir o acesso permanente da ajuda humanitária à população síria.

A ONU qualificou como "bem-sucedida" a reunião técnica do grupo de acompanhamento do cessar-fogo na Síria, criado por russos, turcos e iranianos como parte das negociações de paz entre o governo e a oposição síria realizadas em 23 e 24 de janeiro em Astana.

Os participantes das conversas desta segunda-feira na capital cazaque, entre os quais foi convidado um representante jordaniano, também abordaram o respeito da trégua pelos lados em conflito. O general russo elogiou a "notável" diminuição do número de violações do cessar-fogo na Jordânia nos últimos tempos.

Gadzhimagomedov também destacou que a reunião de Astana delimitou claramente as posições do Frente al Nusra a fim de separá-las da oposição armada síria, o que já foi feito no encontro anterior na capital cazaque em relação ao grupo jihadista Estado Islâmico.

A Chancelaria do Cazaquistão, o país anfitrião, ressaltou que os avanços conseguidos hoje provam que o formato de Astana funciona e ressaltou que pela primeira vez, além da Síria, outro país árabe, a Jordânia, participou das conversas.

O governo cazaque também expressou confiança que a "frágil" cessação do fogo se mantenha e destacou que a presença de representantes das Nações Unidas é ainda mais importante agora que o enviado da ONU, Staffan de Mistura, prepara o reatamento das negociações de paz em Genebra, estagnadas desde abril de 2016.

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