Abbas vê colonização de terras palestinas como agressão de Israel

Paris, 7 fev (EFE).- O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, denunciou nesta terça-feira a polêmica Lei de Regularização de colônias judaicas aprovada ontem no parlamento de Israel e considerou que a construção de novos assentamentos é uma agressão contra seu povo.

"Essa lei é contrária ao direito internacional. Vamos trabalhar com os tribunais internacionais para preservar nossa existência e nossas terras. Não aceitamos as últimas declarações do governo israelense sobre a construção de milhares de alojamentos em nossas terras ocupadas desde 1967. É uma agressão", disse.

Depois de se reunir no Palácio do Eliseu com o presidente da França, François Hollande, Abbas criticou a lei que "autoriza o roubo de terras em benefício dos colonos". No entanto, ressaltou que o objetivo principal de seu governo é a paz.

A medida aprovada ontem pelo parlamento de Israel permitirá a legalização retroativa de 4 mil casas construídas em mais de 50 assentamentos em propriedades privadas palestinos no território ocupado da Cisjordânia, mediante a nacionalização dos terrenos em troca de uma compensação econômica.

"Espero que Israel e seu governo voltem atrás sobre esse texto", indicou Hollande, alegando que o projeto de lei para regularizar os assentamentos é contrário à solução de dois Estados.

"É importante cessar a colonização, pôr fim à ocupação israelense, estabelecer os dois Estados e formar um grupo de acompanhamento internacional para obter a paz", disse Abbas.

O líder da ANP também alertou sobre o risco de estabelecer qualquer embaixada em Jerusalém, como prometeu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Contribui para destruir a solução política. É um ato errôneo, que não deve ser dado antes chegarmos a ela", afirmou Abbas.

Na reunião com Hollande, que durou cerca de 45 minutos, Abbas agradeceu à França pelo apoio e destacou que todos os países estão "na mesma batalha contra o terrorismo".

Hollande, por sua vez, reiterou que a solução de dois Estados é a "única possível", mas que a "aceleração da colonização complicou esse trabalho".

Em referência ao governo Trump, o presidente francês citou o risco da tomada de decisões unilaterais, que poderiam ter "efeitos particularmente graves" e defendeu uma maior atuação da UE e de seus países, não só em termos financeiros, mas em nível político.

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