Após nova polêmica, Trump nega conhecer Putin e ter negócios na Rússia

Washington, 7 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou nesta terça-feira conhecer o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ter negócios no país, respondendo às críticas que recebeu após recentes declarações sobre o líder do Kremlin.

"Não conheço Putin, não tenho negócios na Rússia e os 'haters' estão ficando loucos. Não há problema em Obama firmar acordo com o Irã, número 1 no terrorismo", afirmou Trump pelo Twitter, insinuando um padrão diferente no tratamento da imprensa ao ex-presidente.

Contrariando o que escreveu hoje na rede social, Trump citou em um discurso realizado em 2014 uma visita a Moscou. Na ocasião, segundo o próprio empresário, ele conversou com Putin e afirmou que o presidente russo "não poderia ter sido mais agradável".

Com o tweet de hoje, Trump pareceu responder às críticas feitas por políticos democratas e republicanos às declarações do presidente durante entrevista concedida no fim de semana à emissora "Fox".

O apresentador Bill O'Reilley chamou Putin de "assassino" durante uma pergunta. Trump defendeu o presidente russo na resposta. "Há muitos assassinos. Nós temos muitos assassinos. Bom, você acha que nosso país é muito inocente?".

Em editorial publicado hoje, o "The New York Times" afirmou que Trump "pareceu apreciar a brutalidade de Putin" na entrevista, "sugerindo que os EUA atuem da mesma maneira".

Há pouco mais de uma semana, em sua primeira conversa com Putin desde que chegou ao poder, Trump falou sobre melhorar uma relação bilateral que "precisa de acerto".

Apesar de ter afirmado em várias ocasiões que consideraria retirar as sanções à Rússia se o Kremlin colaborar com a Casa Branca, Trump disse recentemente, em entrevista coletiva ao lado da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, que as punições devem ser mantidas no futuro.

Além disso, o governo do republicano criticou a Rússia por suas ações na Ucrânia em reunião convocada de forma urgente pelo Conselho de Segurança da ONU. O objetivo do encontro era analisar o crescimento das hostilidades no leste ucraniano.

Por outro lado, continua vivo o escândalo pelos ciberataques orquestrados pela Rússia para ajudar Trump a vencer as eleições presidenciais, segundo as conclusões da inteligência americana.

A Rússia negou o envolvimento nos ciberataques, que provocaram o vazamento de documentos e e-mails do Partido Democrata. Trump se mostrou cético sobre o assunto até o último dia 11 de janeiro, quando reconheceu pela primeira vez que o Kremlin esteve por trás dos ataques.

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