Governo turco expulsa 4.000 funcionários de carreira por tentativa de golpe

Istambul, 7 fev (EFE).- O governo da Turquia emitiu nesta terça-feira um decreto por meio do qual expulsa mais de 4.000 funcionários de carreira por supostos vínculos com as redes do pregador exilado Fethullah Gülen, considerado por Ancara como o instigador da tentativa fracassada golpe de Estado de julho do ano passado.

O decreto, emitido sob o amparo do estado de emergência, vigente desde a tentativa de golpe, e publicado hoje no Diário Oficial do Estado, enumera 4.464 pessoas que serão expulsas de forma definitiva e não poderão mais ocupar empregos públicos no futuro.

Mais da metade, concretamente 2.500 afetados, trabalhava no Ministério da Educação.

A ordem anula também suas licenças de porte de armas e de habilitação e veta que trabalhem em empresas de segurança privada ou ocupem cargos em órgãos públicos.

O texto alega que estas pessoas "tinham vínculos ou relações com estruturas que realizavam atividades contra a segurança do Estado ou com organizações terroristas", fórmula habitual para referir-se à confraria gülenista.

Seus membros ocupavam vários cargos na Administração, até 2013 com pleno respaldo do governo islamita turco.

Após o golpe fracassado, do qual as autoridades culpam os gülenistas, 127.000 funcionários foram destituídos ou suspensos, enquanto 50.000 pessoas foram detidas, das quais 32.000 delas passaram à prisão preventiva.

Sob o estado de emergência não há possibilidade de recorrer da destituição perante os tribunais.

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