Khamenei adverte a Trump que "nenhum inimigo pode parar" o Irã

Teerã, 7 fev (EFE).- O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, advertiu nesta terça-feira ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que os iranianos responderão a suas ameaças no aniversário da Revolução Islâmica, porque "nenhum inimigo pode parar o povo iraniano".

"(Trump) diz: tenham medo de mim. Não! O povo responderá a estas palavras no Bahman 22 (na próxima sexta-feira, aniversário da revolução) e mostrará sua perante a ameaça", disse Khamenei, em meio a uma escalada da tensão entre Irã e EUA.

Em discurso aos comandantes da Força Aérea iraniana, o líder ironizou as declarações de Trump, que disse que o Irã deveria agradecer a seu antecessor, Barack Obama.

"Por que? Temos que agradecer pelo Daesh (acrônimo em árabe do grupo terrorista Estado Islâmico), pela guerra no Iraque e na Síria, e pelo apoio público à sedição de 2009 (no Irã)", se perguntou Khamenei.

O líder supremo iraniano responsabiliza Washington pela criação do EI, os conflitos no Iraque e na Síria e os protestos reformistas registrados no Irã após as eleições presidenciais de 2009.

"Agradecemos a este senhor que veio (Trump) e mostrou o verdadeiro rosto dos EUA (...) a realidade do que significam os direitos humanos americanos", acrescentou.

Trump disse na semana passada que o Irã "está brincando com fogo", após realizar um teste com um míssil balístico, e endureceu as sanções econômicas contra o país.

Por sua vez, a República Islâmica tomou medidas recíprocas contra os EUA e assegurou que tem o direito de fortalecer sua capacidade militar para se defender de possíveis agressões.

Já o presidente iraniano, Hassan Rohani, se mostrou nesta terça-feira mais conciliador e defendeu o diálogo e a reflexão.

"Hoje em dia, quando temos dezenas de problemas na nossa frente, podemos solucioná-los mediante o pensamento e uma caneta", disse Rohani em discurso durante uma cerimônia literária em Teerã.

Também indicou que "as negociações nucleares podem ser um exemplo para efetuar dezenas de negociações com o objetivo conseguir a estabilidade e a segurança na região".

Sobre o pacto nuclear assinado em julho de 2015 entre seu país e seis grandes potências, Rohani afirmou que ele "favorece todas as partes", apesar da opinião contrária de Trump.

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