Líder da Câmara dos Lordes se diz aberto a discurso de Trump no parlamento

Londres, 7 fev (EFE).- O presidente da Câmara dos Lordes do parlamento do Reino Unido, o conservador Peter Fowler, afirmou nesta terça-feira que mantém a "mente aberta" sobre a possibilidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fazer um discurso na casa durante a futura visita do republicano ao países.

Fowler lamentou o fato de o presidente da Câmara dos Comuns, John Bercow, não ter falado com ele antes de criticar a possibilidade de Trump discursar aos parlamentares britânicos.

"Quero deixar claro que não fui consultado sobre essa decisão", afirmou Fowler, que revelou que Bercow o ligou na manhã de hoje para se desculpar por não tê-lo consultado.

"Meu ponto de vista é que manterei a mente aberta e considerarei que qualquer pedido para que Trump se dirija ao parlamento, caso ela se produza", declarou Fowler diante dos lordes.

O presidente da Câmara dos Comuns foi aplaudido ontem pelos opositores trabalhistas e criticado pelos conservadores por ter afirmado que um convite a um líder estrangeiro para discursar no parlamento não é "um direito automático, mas uma honra que deve ser conquistada".

"Acredito firmemente que nossa oposição ao racismo e ao sexismo, assim como nosso apoio à igualdade perante à lei e à independência judicial, são assuntos extremamente importantes para a Câmara dos Comuns", disse Bercow ontem.

Após a polêmica criada pelas afirmações de Bercow, o presidente da Câmara dos Lordes afirmou hoje que não é seu papel "argumentar a favor ou contra a visita" do republicano ao Reino Unido.

O líder da câmara alta britânica, cujos membros são designados e não escolhidos nas urnas, explicou que tanto ele como Bercow podem vetar o discurso de um líder estrangeiro no parlamento. No entanto, Fowler ressaltou que os dois devem avaliar com cuidado se essa é a melhor decisão a ser tomada.

A primeira-ministra do Reino Unido, a conservadora Theresa May, convidou Trump a realizar uma visita de Estado ao país quando se reuniu com o republicano na Casa Branca no último dia 27 de janeiro, uma decisão que gerou fortes críticas em Londres.

A Câmara dos Comuns debaterá no dia 20 de fevereiro uma proposta que recebeu mais de 1,8 milhões de assinaturas na internet para evitar que o presidente dos EUA visite o Reino Unido.

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