Mogadíscio tem toque de recolher por eleição de presidente da Somália

Mogadíscio, 7 fev (EFE).- O governo da Somália decretou nesta terça-feira um toque de recolher parcial na capital, um dia antes do começo do debate para a eleição do presidente do Governo por sufrágio indireto, votação que foi adiada cinco vezes pela demora do pleito legislativo prévio.

A designação ocorrerá no complexo aeroportuário que acolhe instalações das Nações Unidas, embaixadas e outros organismos internacionais, ao redor do qual foram desdobradas tropas da Missão da União Africana na Somália (AMISOM).

Os negócios amanheceram fechados e as ruas quase sem civis devido à situação de insegurança no país pelos contínuos ataques do grupo terrorista Al Shabab, que já ameaçou aumentar suas ofensivas durante o pleito.

As da Somália não são eleições convencionais: o presidente é eleito em debate parlamentar, e os 275 deputados que têm que designá-lo foram escolhidos por 14.025 delegados nomeados em função de uma complexa repartição de poder entre os diferentes clãs.

Apesar da evidente falta de representatividade, o pleito parlamentar e a eleição do presidente são um grande avanço com relação à realizada em 2012, na qual apenas 135 líderes tribais se encarregaram de formar um parlamento de consenso que desse os primeiros passos da transição democrática.

A votação do presidente do país foi fixada inicialmente para agosto do ano passado, mas foi adiada em cinco ocasiões devido à corrupção, às disputas de poder e problemas de segurança.

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