ONU enviará amanhã convites para negociações de paz na Síria

Genebra, 7 fev (EFE).- O escritório do enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Síria, Staffan de Mistura, vai encaminhar amanhã os convites ao governo sírio e aos grupos da oposição para participar de uma nova rodada de negociações de paz em Genebra.

"Os convites serão enviados amanhã", confirmou a porta-voz do enviado especial, Yara Sharif, que preferiu não detalhar quais grupos serão convocados às conversas, que serão retomadas no próximo dia 20.

Segundo ela, Mistura considera que esse diálogo diplomático será mais efetivo se acontecerem negociações diretas entre as delegações do governo e da oposição, formato que não aconteceu nas rodadas anteriores organizadas pela ONU. No passado, cada delegação se reunia separadamente e a troca de declarações e posições acontecia através do enviado da ONU, que atuava como mediador.

Mistura pediu, durante um comparecimento no Conselho de Segurança da ONU, que os países que têm influência sobre o governo sírio lhe convençam a enviar a Genebra delegados com poderes reais e que estejam prontos para se comprometer com os temas discutidos.

As negociações de paz para a Síria buscam acabar com a guerra civil que tem devastado o país nos últimos seis anos, mediante um processo político conduzido por um órgão de governo transitório que dê as bases para uma reforma constitucional e eleições livres.

Sobre a representação da oposição, Mistura está na expectativa do resultado das negociações mantidas atualmente por distintas entidades opositoras, segundo indicou sua porta-voz. Nessas conversas participam grupos rebeldes que operam na Síria e membros da oposição política no exílio.

Nos ciclos anteriores, a oposição foi representada por uma plataforma que incluía grupos opositores internos e no exterior, e à qual o governo sírio sempre negou credibilidade, acusando inclusive alguns de seus membros de terrorismo.

Às negociações de Genebra precedem as realizadas em Astana (Cazaquistão), organizadas pelo Irã e pela Rússia, os principais suportes do regime sírio, assim como pela Turquia. Pela primeira vez, os Estados Unidos atuaram praticamente como observadores e não tiveram papel-chave nessas reuniões.

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