Presidência da Colômbia nega repasse de dinheiro da Odebrecht para reeleição

Bogotá, 7 fev (EFE).- A presidência da Colômbia negou nesta terça-feira que dinheiro da construtora brasileira Odebrecht tenha ingressado na campanha para a reeleição de Juan Manuel Santos em 2014, possibilidade que a Promotoria pediu para ser investigada pelas autoridades eleitorais.

"A presidência solicita às autoridades competentes que antecipem todas as investigações necessárias para estabelecer a verdade sobre esta nova acusação temerária", disse o secretário de Transparência da presidência, Camilo Enciso, em uma declaração na Casa de Nariño, sede do Executivo.

O procurador-geral da Colômbia, Néstor Humberto Martínez, pediu hoje ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) que investigue o suposto repasse de US$ 1 milhão da Odebrecht para a campanha de Santos, por intermédio do ex-congressista Otto Bula, preso no mês passado por sua participação no esquema de propinas pagas pela construtora.

Enciso, citando o gerente da campanha de reeleição de Santos, Roberto Prieto, que "a ordem clara e categórica foi de não receber nenhuma doação, de nenhuma pessoa, natural ou jurídica para financiar a campanha".

"Os recursos da campanha, como eles demonstram claramente as contas apresentadas ao CNE, provêm exclusivamente e em sua totalidade do dinheiro da reposição de votos nos termos da lei colombiana", afirmou o secretário de Transparência.

A reposição de votos é o dinheiro que o Estado devolve aos candidatos, segundo o número de votos obtidos, pelas despesas que tenham tido na campanha.

Camilo Enciso disse que o responsável pela acusação foi a oposição ligada ao ex-presidente Álvaro Uribe e disse que o governo nacional tem "a certeza que estas investigações desvendarão, mais uma vez, a falsidade destas afirmações como ocorreu com os casos anteriores".

É, segundo o secretário de Transparência presidencial, "a palavra de um criminoso (em referência a Otto Bula) que procura a qualquer preço benefícios judiciais contra a palavra do gerente da campanha".

Bula está preso desde o dia 14 de janeiro porque, segundo a procuradoria, teria recebido US$ 4,6 milhões por conseguir para Odebrecht um adendo para a ampliação da estrada Ocaña-Gamarra, no nordeste do país, como parte da construção da estrada Rota do Sol.

Nas eleições de 2014, Juan Manuel Santos teve como principal rival Óscar Iván Zuluaga, candidato do partido uribista Centro Democrático, quem também foi apontado com suposto financiamento da Odebrecht para sua campanha.

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