Procurador da Colômbia pede investigação sobre repasse da Odebrecht a Santos

Bogotá, 7 fev (EFE).- O procurador-geral da Colômbia, Néstor Humberto Martínez, pediu nesta terça-feira que se investigue o suposto repasse de US$ 1 milhão da Odebrecht para campanha de reeleição do presidente Juan Manuel Santos em 2014.

Segundo Martínez, o dinheiro pode ter entrado na campanha de Santos por meio do ex-congressista Otto Bula, detido no mês passado por sua participação no esquema de subornos pagos pela construtora brasileira na Colômbia, que chegam a mais de US$ 11 milhões, para obter contratos de infraestrutura.

Desse montante, a procuradoria estabeleceu que Bula "tramitou" subornos no valor de US$ 4,6 milhões, dos quais US$ 1 milhão aparentemente teve como "beneficiado final (...) a gerência da campanha de Santos em 2014", disse o procurador-geral em uma declaração.

"Desse US$ 1 milhão teria sido descontada uma comissão de 10%, a favor de terceiros já identificados pela procuradoria", acrescentou.

O contrato no qual Bula serviu de mediador é um adendo para a ampliação da estrada Ocaña-Gamarra, no nordeste do país, como parte da construção da estrada Ruta del Sol II, que foi adjudicada por um consórcio liderado pela Odebrecht.

O procurador acrescentou que o contrato foi pactuado em 2013, um ano antes das eleições presidenciais, "mas segundo as evidências da procuradoria foi elaborado fisicamente e assinado em meados de 2016".

Nas eleições de 2014, Santos teve como principal rival o candidato do partido uribista Centro Democrático, Oscar Ivan Zuluaga, que também foi favorecido pelo suposto financiamento da Odebrecht a sua campanha.

Zuluaga foi citado pelo publicitário Duda Mendonça, que semanas atrás disse à revista "Veja" que a construtora lhe pagou honorários para ajudar à campanha do rival de Santos.

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