Roubam diploma e réplica do Nobel da Paz do indiano Kailash Satyarthi

Nova Délhi, 7 fev (EFE).- Um grupo de ladrões roubou do ativista indiano Kailash Satyarthi o certificado que o credencia como ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2014 e uma réplica da medalha de ouro da honraria em um assalto em Nova Délhi, a capital da Índia, informou nesta terça-feira a ONG dirigida por ele.

O roubo aconteceu ontem à noite na casa de Satyarthi, que fica no sul da capital indiana, onde os ladrões também assaltaram outras três residências, segundo confirmaram fontes policiais à Agência Efe.

Além dos artigos relacionados com o prêmio recebido em Oslo, Satyarthi também teve joias e equipamentos eletrônicos roubados, indicou à Efe um porta-voz, que pediu o anonimato, da ONG Bachpan Bachao Andolan (BBA, Movimento para Salvar a Infância), fundada pelo ganhador do Nobel.

"Estamos preocupados com a segurança e devemos tomar mais medidas de proteção", afirmou o porta-voz, que acrescentou que, "por sorte", Satyarthi doou a medalha original do Nobel há um ano ao presidente da Índia, por isso ela está bem guardada.

O ativista recebeu o prêmio em 2014 por sua luta contra o trabalho infantil ao libertar, à frente de BBA, mais de 80 mil crianças escravizadas, e estava fora da Índia quando aconteceu o roubo.

Funcionários da ONG apresentaram a denúncia em uma delegacia do sul de Nova Délhi, onde um integrante do alto escalão policial explicou à Efe que o alvo dos ladrões eram as joias que poderiam haver na casa, e não os artigos relacionados com o Nobel.

Segundo a fonte policial, os criminosos escolheram a casa de Satyarthi porque estava vazia há quase uma semana, e a mesma foi assaltada junto com outras três residências do bairro.

O agente concluiu, no entanto, que ainda não foram feitas detenções relacionadas com o caso.

No dia 10 de dezembro de 2014, Satyarthi e a paquistanesa Malala Yousafzai foram agraciados com o Nobel da Paz por sua luta em favor dos direitos das crianças.

A organização BBA realiza batidas para resgatar menores em oficinas e fábricas que utilizam mão de obra escrava infantil, em algumas ocasiões sem informar à polícia o local concreto para evitar que estes avisem os criminosos.

Além disso, o ativista criou o rótulo "Rugmark", que certifica que os tapetes indianos vendidos no exterior não foram fabricadas por crianças, e organiza campanhas de conscientização no mundo todo com protestos seguindo o modelo pacifista de Mahatma Gandhi.

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