Sarkozy será julgado por financiamento irregular de sua campanha

Paris, 7 fev (EFE).- O ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy, irá a julgamento pelo suposto financiamento irregular da campanha que o levou ao Palácio do Eliseu, conhecido como "caso Bygmalion".

O juiz que instrui a investigação sobre as despesas do candidato conservador à reeleição, considerou que Sarkozy, acusado no caso, deve comparecer no tribunal ao lado de outros 13 acusados, afirmou nesta terça-feira à rádio "France Info".

Um dos magistrados que instrui o caso determinou que existem suficientes elementos para que Sarkozy seja processado, o que pode convertê-lo no segundo chefe de Estado francês que passa pelos tribunais após deixar o cargo, após o ocorrido com seu antecessor e correligionário Jacques Chirac.

Os advogados de Sarkozy podem ainda recorrer da decisão do juiz instrutor.

A investigação foi aberta na primavera de 2014 depois que a imprensa revelou que o ex-presidente superou o limite máximo de despesa permitido durante uma campanha eleitoral, que é de 22,5 milhões de euros.

Para isso, segundo a acusação, recorreu aos serviços de uma empresa de comunicação, Bygmalion, que emitiu faturas falsas para ocultar os altos custos dos atos eleitorais e das viagens.

Desta forma, segundo a instrução, o ex-presidente ocultou cerca de 15 milhões de euros de despesas que deviam ter constado nas contas de campanha de Sarkozy, que acabou custando pelo menos 42,8 milhões de euros.

Sarkozy, que já foi multado por este caso pelo Conselho Constitucional, devolveu o total das despesas de campanha graças a uma campanha de doação que lançou entre os militantes e simpatizantes de seu partido.

Mas isso não evitou a abertura de uma investigação judicial e que fosse acusado em fevereiro de 2016, o que esgotou suas opções de vitória nas primárias da direita de dezembro, nas quais ficou somente em terceiro atrás de seu ex- primeiro-ministro François Fillon, que acabou ganhando, e Alain Juppé.

Entre os outros acusados que também deverão ir a julgamento figuram os responsáveis da campanha de Sarkozy em 2012 e Jérôme Lavrilleux, o responsável da Bygmalion que confessou os fatos.

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