Trump admite que litígio por veto migratório pode chegar ao Supremo

Washington, 7 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu nesta terça-feira que a batalha legal sobre seu veto migratório pode chegar até a Suprema Corte, mas disse confiar que o litígio será resolvido antes porque é uma medida "de bom senso".

"Veremos o que acontece. Temos um caso muito importante nas cortes. Estamos bem representados", disse Trump em declarações a jornalistas no Salão Oval.

O presidente americano se referiu assim à batalha legal suscitada após a decisão de um juiz federal de bloquear a aplicação do veto migratório imposto por Trump aos refugiados e aos imigrantes de sete países de maioria muçulmana, uma suspensão que agora é objeto de litígio no Tribunal de Apelações do Nono Circuito.

Perguntado por até que ponto está disposto a lutar para que seu veto migratório seja restaurado, Trump respondeu que vai defendê-lo "ao longo de todo o sistema" legal americano.

Se o tribunal de apelações se mostrar de acordo com o juiz que bloqueou o decreto de Trump, ao governo só restaria apelar perante a Corte Suprema.

"Esperemos que não tenhamos que chegar a isso. É (uma medida de) bom senso", ressaltou o presidente.

Trump argumentou que o Estado Islâmico (EI) deixou claras suas intenções de "infiltrar" terroristas nos Estados Unidos.

"E como resultado não nos permitem ser duros com as pessoas que chegam? Me expliquem", acrescentou Trump, que falou durante um ato com xerifes de condado de várias localidades do país.

O bloqueio da medida de Trump voltou a abrir as portas do país aos refugiados de todo o mundo e aos imigrantes de Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Irã e Iêmen; que tinham temporariamente proibida a entrada aos EUA desde 27 de janeiro.

O Tribunal de Apelações do Nono Circuito, com sede em San Francisco (Califórnia), realizará nesta noite uma audiência sobre o veto migratório.

Essa corte está presidida por um painel de três juízes: William Canby Jr, indicado pelo ex-presidente democrata Jimmy Carter; Richard Clifton, indicado pelo republicano George W. Bush; e Michelle Taryn Friedland, indicada pelo democrata Barack Obama.

O documento apresentado perante estes juízes pelo Departamento de Justiça defende que o veto de Trump é um "exercício legal" contemplado pelas competências presidenciais para garantir a segurança nacional.

Se o caso chegar ao Supremo, encontrará a corte dividida entre quatro juízes de tendência conservadora e outros quatro de inclinação progressista, à espera que o Senado americano confirme o indicado de Trump para cobrir uma nona cadeira que está vaga há um ano, o magistrado Neil Gorsuch.

Em caso de empate no Supremo, é provável que prevaleça a decisão tomada pela instância inferior.

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