Ex-funcionário da NSA é indiciado por roubar documentos confidenciais

Washington, 8 fev (EFE).- Procuradores federais dos Estados Unidos indiciaram nesta quarta-feira um ex-funcionário terceirizado da Agência de Segurança Nacional (NSA), Harold Martin, por 20 acusações de "retenção voluntária de informação classificada" pertencente a esse ente de inteligência.

Em um tribunal de Baltimore, a acusação atribuiu a Martin o roubo "voluntário" de informação confidencial que afeta à segurança nacional e inclui dados sobre ferramentas de pirateio informático criadas pela NSA para realizar infiltrações.

"Durante duas décadas, Harold Martin abusou de maneira flagrante da confiança que se pôs nele por parte do governo ao roubar documentos que incluíam informação classificada", indicou em comunicado o procurador do caso, Rod Rosentein.

A quantidade de informação obtida por Martin é a maior da história dos Estados Unidos, acima da recopilada nos vazamentos da ex-analista militar Chelsea Manning (2010) ou pelo então funcionário terceirizado da NSA, Edward Snowden (2013).

O roubo de informação realizado por Martin, um ex-analista externo da NSA de 52 anos contratado da empresa de consultoria Booz Allen Hamilton, para a qual também trabalhava Snowden, poderia acarretar uma pena de até 10 anos de prisão.

Segundo o Departamento de Justiça, Martin, que trabalhou em uma unidade de hackers de elite chamada Tailor Access Operations (TAO) e foi detido em agosto do ano passado, recopilou durante anos mais de 50 terabytes de informação.

A defesa do funcionário terceirizado assegura que Martin não tinha intenção de vazar a informação e que era um trabalhador exemplar que levava trabalho para casa.

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