Gabinete de Santos considera vinculação a Odebrecht "absurda e inaceitável"

Bogotá, 8 fev (EFE).- O gabinete ministerial do presidente da Colômbia cerrou fileiras nesta quarta-feira ao redor de Juan Manuel Santos perante a investigação sobre o suposto repasse de US$ 1 milhão da Odebrecht a sua campanha para a reeleição em 2014, denúncia que qualificou como "absurda e inaceitável".

"Como consta dos livros contábeis da campanha registrados perante o Conselho Nacional Eleitoral, a campanha não recebeu financiamento por parte de particulares, já que a totalidade da mesma foi financiada com recursos provenientes de antecipações e reembolsos estabelecidos na Lei", afirma o comunicado dos ministros.

O escândalo pelos supostos repasses da Odebrecht à campanha de Santos em 2014 começou ontem quando o procurador-geral da Colômbia, Néstor Humberto Martínez, disse que tinha pedido ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) que investigasse o caso, com base no testemunho de um detido.

Martínez acrescentou hoje em entrevista coletiva que o ex-senador Otto Bula, detido pelos subornos da Odebrecht, afirma que, dos US$ 4,6 milhões recebidos como propinas, US$ 1 milhão tinha como destino Roberto Prieto, gerente da campanha para a reeleição de Santos, mas não apresentou provas.

Os 30 signatários do documento, entre os quais estão, além dos ministros, o vice-presidente Germán Vargas Lleras, e diretores de altas entidades do Estado, destacaram que Santos "demonstrou aos colombianos sua condição de dirigente transparente e irrepreensível em todas suas atuações" na vida pública e como presidente.

"Por isso resulta absurdo e inaceitável que personagens de duvidosa reputação, com uma simples declaração sem prova alguma, pretendam agora enlodar a campanha presidencial de 2014, como se pretendeu fazê-lo também sem sucesso com a de 2010", afirmaram.

Os signatários expressaram também sua confiança de que o CNE "avançará rapidamente nas investigações para concluir com a verdade este episódio".

O procurador também pediu ao CNE que investigue o possível ingresso de dinheiro da Odebrecht na campanha do rival de Santos em 2014, Óscar Iván Zuluaga, que foi candidato do partido Centro Democrático, liderado pelo ex-presidente Álvaro Uribe.

No caso de Zuluaga, a denúncia partiu de uma entrevista à revista "Veja" do publicitário Duda Mendonça, que foi assessor da campanha do Centro Democrático e disse ter recebido dinheiro da construtora por seus serviços na Colômbia.

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