Mohammed Abdullahi Farmaajo é eleito novo presidente da Somália

Mogadíscio, 8 fev (EFE).- O ex-primeiro-ministro da Somália Mohammed Abdullahi Farmaajo foi eleito nesta quarta-feira novo presidente do país por votação da Assembleia Nacional.

Farmaajo, de 54 anos, venceu com 184 apoios na segunda rodada de votação outros dois candidatos, entre eles o atual chefe de Estado, Hassan Sheikh Mohamud, que ficou com 97 votos e evitou uma terceira rodada admitindo sua derrota.

A vitória de Farmaajo, que já está sendo celebrada em todo o país, foi inesperada, já que sua candidatura não contava com o apoio de países que tem influência na Somália.

Em 2012, Farmaajo tinha se candidatado à presidência, mas acabou derrotado no primeiro turno do processo eleitoral. Mohamud, que também era favorito à reeleição na época, acabou vencendo.

O novo presidente da Somália nasceu em Mosgadício em 1963 e conta com uma ampla trajetória política, incluindo o período em que ocupou o cargo de primeiro-ministro entre 2010 e 2011. Após se graduar em uma universidade de Nova York, Farmaajo foi primeiro-secretário da embaixada do país nos Estados Unidos.

Por motivos de segurança, a votação ocorreu no complexo aeroportuário da capital, local onde estão as instalações da ONU e outros órgãos internacionais e que foi cercado por tropas da Missão da União Africana na Somália (Amisom).

Ontem à noite foram registrados vários lançamentos de morteiros em uma ofensiva que durou meia hora. Algumas das bombas caíram perto do palácio presidencial, como pôde constatar a Agência Efe.

Além disso, ao menos cinco pessoas morreram em um ataque a um hotel da região de Puntlandia.

As eleições da Somália não foram convencionais. O presidente foi eleito pelo parlamento e os deputados que o escolheram foram nomeados por 14.025 delegados designados em função de uma complexa repartição de poder entre os diferentes clãs.

Apesar da evidente falta de representatividade, o pleito parlamentar e a eleição do presidente na Somália representam um grande avanço em relação a 2012, quando apenas 135 líderes tribais se encarregaram de formar um parlamento de consenso para dar os primeiros passos da transição democrática.

A eleição presidencial foi marcada inicialmente para agosto do ano passado, mas foi adiada cinco vezes devido à corrupção, às disputas de poder e aos problemas de segurança.

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