Pequim demolirá 40 milhões de metros quadrados de edifícios ilegais em 2017

Pequim, 8 fev (EFE).- O governo de Pequim demolirá 40 milhões de metros quadrados de edifícios ilegais neste ano, como parte do plano de urbanismo que quer transformar a capital chinesa em um centro de desenvolvimento de alta tecnologia, destacou a imprensa oficial.

Segundo a agência oficial "Xinhua", o objetivo está incluído no plano municipal apresentado pela Prefeitura, e coincidiu com a chegada à Prefeitura de Cai Qi, em substituição do anterior vereador (Wang Anshun).

Nos últimos anos, as demolições maciças em distintas cidades da China criaram grandes conflitos sociais, pelo desacordo entre os antigos inquilinos e os governos locais sobre as indenizações -que, em algumas ocasiões, nunca ocorrem- ou os realojamentos forçados.

Também serão fechadas 500 fábricas, algumas delas com excessivos níveis de poluição, como parte do plano de "tirar da capital os negócios não essenciais e poluentes para deixar espaço para melhores funções, como a inovação tecnológica", destacou "Xinhua".

Segundo o plano, será dada prioridade à presença na cidade de instituições ligadas à política, cultura, comunicações e tecnologia, "enquanto outros setores se movimentarão para fora da capital".

Na prática, este plano se traduziu nos últimos anos no fechamento de muitos mercadinhos, alguns deles muito populares, como o que estava localizado nas cercanias do zoológico de Pequim, precisamente no principal centro tecnológico da zona de Zhongguancun, apelidado "o Vale do Silício chinês".

Em seu lugar, foi construído um centro para o desenvolvimento de design industrial inteligente, impressão em 3D e fabricação de circuitos, ressaltou a agência oficial.

Pequim, por outro lado, está em processo de maior integração econômica com o vizinho porto de Tianjin e a província de Hebei, que rodeia ambas, a fim de criar uma região econômica (a chamada "Jingjinji") capaz de competir com os prósperos deltas do Yang Tsé e o rio das Pérolas, liderados pelas cidades de Xangai e Hong Kong. EFE

abc/ff

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