MSF pede que governo queniano respalde decisão judicial sobre campo de Dadaab

Nairóbi, 9 fev (EFE).- A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) pediu nesta quinta-feira ao governo do Quênia que respalde a decisão judicial que anula o fechamento do campo de refugiados de Dadaab, ordem que foi emitida sob o pretexto de ser uma ameaça para a segurança nacional.

A Suprema Corte do Quênia a declarou inconstitucional após o recurso apresentado por várias ONGs em defesa das mais de 260 mil pessoas que o acampamento acolhe, a maioria delas somalis.

"Qualquer retorno dos refugiados à Somália deve ser feito de maneira voluntária", lembra MSF em comunicado.

A decisão lembra que forçar a repatriação à Somália, que carece de serviços básicos e meios para garantir sua segurança, representa "um ato de perseguição".

 "Este é um passo muito positivo para as vidas das centenas de milhares de refugiados que estiveram no limbo desde que foi feito o anúncio oficial -do fechamento- em maio do ano passado", disse a MSF.

O governo justifica o fechamento por questões de "segurança nacional", ao assegurar que os terroristas se misturam entre os refugiados para recrutar e planejar atentados, e só lhes oferece a alternativa de retornar a seu país.

 A MSF propõe alternativas como um maior reassentamento em terceiros países, acampamentos menores no Quênia e a integração de refugiados em comunidades quenianas.

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