OMC pede que países-membros evitem em Buenos Aires o "desastre" de Nairóbi

Nova Délhi, 9 fev (EFE).- O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o brasileiro Roberto Azevêdo, pediu nesta quinta-feira aos países-membros que evitem na próxima reunião da organização em Buenos Aires o "desastre" de 2015 em Nairóbi, onde não foram alcançados acordos importantes por falta de negociação prévia.

"Não queremos repetir Nairóbi, Nairóbi para mim foi um desastre. Apesar de termos tido resultados positivos, o processo foi terrível", disse Azevêdo durante sua participação em um evento empresarial em Nova Délhi.

A XI Conferência Ministerial da OMC (MC-11), como é denominada a reunião bienal do órgão de tomada de decisões mais importante da organização, vai acontecer entre 11 e 14 de dezembro na capital argentina.

Azevêdo foi contundente ao criticar os representantes dos 162 países que em 2015 formavam a OMC -agora são 164- por se dedicar a "ficar" durante todo o ano à espera da organização fazer "milagres" por eles, algo que pode ser "doloroso".

Na conferência no Quênia, após longos desencontros que obrigaram a prolongar as reuniões por mais um dia, pelo menos foi reativada a agenda de desenvolvimento iniciada com o programa de liberalização iniciado em 2001, conhecido como Rodada de Doha.

Então, o elemento mais vistoso da declaração ministerial foi, precisamente, o ponto que mais atritos gerou entre as economias ricas e países em desenvolvimento: a supressão de ajudas à exportação dos produtos agrários dos países desenvolvidos.

Segundo Azevedo, após a conferência de Nairóbi o "estado de ânimo" dos membros da OMC sobre o que acontecerá em Buenos Aires é "incerto", embora mantenham a esperança de que depois do ocorrido na África será possível "alcançar soluções nos últimos dois minutos".

O diretor-geral da OMC ressaltou que "a melhor escolha" é avançar o máximo que possível durante o ano prévio ao encontro e "deixar10% do trabalho ou menos" para a reunião.

"Em Nairóbi tínhamos avançado 0% antes da reunião, por isso que foi necessário fazer tudo ali. Está claro que não será um ano produtivo se fizermos o mesmo desta vez", afirmou Azevêdo.

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