Partido opositor pede renúncia do presidente do Panamá por "caso Odebrecht"

Cidade do Panamá, 9 fev (EFE).- O partido opositor Mudança Democrática, do ex-presidente Ricardo Martinelli (2009-2014), pediu nesta quinta-feira a renúncia do atual governante panamenho, Juan Carlos Varela, depois que este foi acusado de ter recebido "doações" da Odebrecht.

"Exigimos a renúncia de Varela por estas declarações de (Ramón) Fonseca Mora", afirmou em sua conta no Twitter a legenda política.

Fonseca Mora, ex-ministro conselheiro de Varela e sócio do escritório Mossack Fonseca, epicentro dos chamado Panama Papers, acusou hoje o presidente do país de ter recebido "doações" da construtora brasileira.

Fonseca Mora fez as declarações antes de entrar no prédio da procuradoria panamenha, onde compareceu de maneira voluntária depois que seus escritórios foram revistados por seu suposto envolvimento nos casos investigados pela Operação Lava Jato no Brasil.

A expectativa é que nesta quinta-feira o governo do Panamá emita uma declaração sobre as declarações de Fonseca Mora.

Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a Odebrecht desembolsou US$ 788 milhões em subornos em 12 países de América Latina e África, dos quais US$ 59 milhões foram pagos no Panamá entre 2009 e 2014, durante o governo de Martinelli.

O Ministério Público indiciou por lavagem de capitais no último mês de janeiro 17 pessoas acusadas de receber subornos, entre as quais se encontram dois filhos e um irmão do ex-presidente.

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