Procurador dominicano virá ao Brasil para reunião sobre caso Odebrecht

Santo Domingo, 9 fev (EFE).- O procurador-geral da República Dominicana, Jean-Alain Rodríguez, participará no Brasil de uma reunião com autoridades responsáveis pela Operação Lava Jato, que envolve a Odebrecht, acusada de pagar subornos no país caribenho.

Através de um comunicado, a Procuradoria Geral da República Dominicana detalhou que se trata de um encontro com procuradores brasileiros que investigam a Odebrecht, que admitiu ter pagado US$ 92 milhões no país caribenho em conceito de subornos para conseguir contratos ao longo de quase duas décadas.

De acordo com a informação, no próximo dia 16 de fevereiro acontecerá uma reunião técnica multilateral sobre a Lava Jato com os procuradores que participam da investigação, enquanto no dia 17 se realizarão reuniões de trabalho com cada um dos procuradores-gerais dos países que averiguam as atividades da Odebrecht.

A procuradoria dominicana explicou que, segundo o convite da Procuradoria Geral da República do Brasil, esta reunião técnica multilateral e as reuniões bilaterais, que serão efetuadas em Brasília, têm o objetivo de facilitar o contato com os procuradores e atender os pedidos de colaboração internacional.

A reunião será coordenada através da Secretaria Geral da Associação Ibero-Americana de Ministérios Públicos.

Segundo documentos publicados em dezembro do ano passado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a construtora brasileira pagou aproximadamente US$ 788 milhões em subornos em 12 países, entre eles a República Dominicana.

Os documentos asseguram que, concretamente, a empresa pagou no país caribenho US$ 92 milhões em conceito de subornos para conseguir contratos milionários.

Segundo revelou Rodríguez, após um interrogatório, o gerente geral da Odebrecht no país, Marcelo Hofke, garantiu em janeiro que seu representante comercial na República Dominicana, Ángel Rondón, foi quem recebeu e distribuiu os US$ 92 milhões.

Por sua vez, Rondón reconheceu ter recebido uma quantia similar a US$ 92 milhões da Odebrecht, mas afirmou que esse número corresponde a contratos de serviços de representação e não para efetuar subornos.

A empresa se comprometeu a abonar US$ 184 milhões ao longo de oito anos, o dobro do que assegura ter pagado no país para obter contratos de obras públicas.

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