Rússia chama de "provocação" relatório sobre execuções sumárias na Síria

Moscou, 9 fev (EFE).- A Rússia tachou nesta quinta-feira de "provocação" as acusações contidas em um relatório da Anistia Internacional (AI) sobre uma suposta campanha de execuções sumárias coletivas em uma prisão da Síria.

"Estamos perante outra provocação proposital, cujo objetivo é botar lenha na fogueira no conflito sírio, instigar novamente uma disputa e fazer com que os sírios se odeiem ainda mais", disse Maria Zakharova, porta-voz da Chancelaria russa, em entrevista coletiva.

Zakharova destacou que os autores do relatório "não revelam que seus astronômicos números de vítimas são resultado de operações realizadas baseando-se em testemunhos anônimos".

"Do nosso ponto de vista, os diretores de uma respeitada organização de direitos humanos podem e devem atuar de maneira mais responsável e exigente", insistiu.

O governo sírio também negou toda veracidade das acusações, que qualificou de "notícia falsa" e cujo fim seria danar a reputação do país árabe.

Em seu relatório, a AI afirma que cerca de 13 mil pessoas, a maioria civis que acredita-se que eram opositores, poderiam ter sido morto nos últimos cinco anos na prisão de Saidnaya (norte de Damasco) em uma campanha extrajudicial de enforcamentos coletivos.

A AI ainda destaca que nenhum dos enforcados recebeu um julgamento real, já que só compareciam durante um ou dois minutos perante a denominada Corte Militar de Campanha, fora do sistema judiciário sírio.

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