Trump assina ordem para acabar com cartéis do narcotráfico nos EUA

(Atualiza com texto da ordem executiva e comentários do porta-voz da Casa Branca).

Washington, 9 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira uma ordem executiva para acabar com os "cartéis criminosos" do narcotráfico e outros grupos de crime organizado "que se espalharam por todo o país".

Trump também assinou outras duas ações executivas, uma destinada a criar "um grupo de trabalho para reduzir o crime violento" nos EUA e outra na qual pede a sua equipe que elabore um "plano para deter os crimes violentos contra os agentes que aplicam a lei".

"Hoje vou assinar três ações executivas elaboradas para restaurar a segurança nos Estados Unidos", disse Trump em entrevista à imprensa durante a posse de seu procurador-geral, Jeff Sessions, no Salão Oval.

A primeira delas pede "ao Departamento de Justiça e ao Departamento de Segurança Nacional que tomem todas as ações necessárias e legais para romper a estrutura dos cartéis criminosos que se estenderam por todo o país e que estão destruindo o sangue de nossos jovens", afirmou.

Ao assinar a ordem alguns minutos depois, Trump especificou que estava dirigida contra "as organizações criminosas transnacionais", como as procedentes do México, embora não tenha citado o país vizinho.

O consumo de heroína e as mortes relacionadas dispararam nos últimos anos nos EUA, especialmente entre a comunidade branca de classe média, e Trump prometeu durante sua campanha lutar contra essa "epidemia" por meio da linha dura sobre a imigração e o tráfico de drogas que entram no país pela fronteira sul.

"Uma nova era de justiça começa, e começa agora", sentenciou hoje Trump ao assinar suas ações executivas, na qual quis que essa mensagem ficasse bem clara "aos membros de bandos criminosos e os narcotraficantes".

O texto da ordem executiva, publicado mais tarde pela Casa Branca, também não menciona o México; e pede à equipe de Trump que lhe entregue no prazo de 120 dias um relatório sobre os grupos criminosos transnacionais, suas filiais e "o grau até o qual penetraram nos EUA", um reporte que deverá ser publicado anualmente.

"Não podemos permitir mais que (os cartéis) operem com impunidade em nosso país e nosso continente", disse em sua entrevista coletiva o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer.

"Ao contrário dos últimos oito anos, estes criminosos finalmente irão para casa (deportados)", acrescentou o porta-voz, ao opinar que não se pode "reduzir o crime nos Estados Unidos sem enfrentar também a imigração ilegal e as drogas ilegais".

A segunda ação executiva assinada por Trump tem a ver com sua preocupação com o auge dos crimes violentos nos EUA, especialmente em cidades como Chicago.

Trump assegurou nesta terça-feira que a taxa de assassinatos nos EUA é a maior em 47 anos, um dado falso que contrasta com as estatísticas oficiais do FBI, que situam esse índice em um nível muito inferior ao das décadas de 1980 e 1990.

A última ordem assinada por Trump procura proteger os policiais e agentes de segurança de todo o país que, segundo sua opinião, estão mais vulneráveis por uma falta de aplicação da lei, em meio a um auge das tensões raciais em várias cidades onde ativistas denunciam um aumento na violência policial contra afro-americanos.

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