Trump avisa que seguirá defendendo veto migratório nos tribunais

Washington, 9 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu nesta quinta-feira que seguirá defendendo nos tribunais seu veto a cidadãos de sete países de maioria muçulmana e a todos os refugiados, em resposta à decisão de uma corte de apelações que optou por mantê-lo bloqueado.

"Nos vemos nos tribunais, a segurança de nosso país está em jogo!", exclamou Trump em mensagem publicada com letras maiúsculas em sua conta pessoal no Twitter.

Além disso, o presidente opinou em declarações a jornalistas que a decisão tomada hoje pelo tribunal de manter bloqueado o veto é "política" e que no final do litígio prevalecerá a posição do governo.

A decisão de rejeitar o recurso do governo de Trump, que pedia a restituição do veto bloqueado na sexta-feira passada por um juiz federal, foi tomada hoje por unanimidade por um painel de três magistrados do Tribunal de Apelações do Nono Circuito, com sede em San Francisco (Califórnia).

O painel estava formado pelos magistrados William Canby Jr, nomeado pelo ex-presidente democrata Jimmy Carter; Richard Clifton, indicado pelo republicano George W. Bush, e Michelle Taryn Friedland, nomeada pelo democrata Barack Obama.

Os juízes rejeitaram os argumentos apresentados pelos advogados do governo, que alegaram durante as audiências desta semana que o bloqueio ao veto colocava o país em perigo e que a corte não tinha poder para revisar o caso.

O Departamento de Justiça, em representação da Administração Trump, pode agora solicitar a intervenção da Suprema Corte, ou pedir outra revisão da sentença a uma corte federal com um número maior de juízes.

O Supremo, no entanto, segue contando com apenas oito juízes, faltando ocupar a vaga deixada pelo falecido Antonin Scalia, e muitos acreditam que ideologicamente o resultado será um empate, o que neste caso manteria a decisão da corte de apelações.

A ordem de Trump suspendia durante 120 dias o programa de amparada de refugiados dos Estados Unidos - ou indefinidamente, no caso dos refugiados sírios - e detinha durante 90 dias a emissão de vistos para cidadãos de sete países de maioria muçulmana: Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Irã e Iêmen.

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