Detenções de Montpellier evitaram "atentado iminente", segundo o governo

Paris, 10 fev (EFE).- A detenção nesta sexta-feira de quatro pessoas na periferia de Montpellier, no sul da França, evitou "um atentado iminente em território francês", disse o ministro do Interior, Bruno Le Roux.

Em comunicado, afirmou que a operação aconteceu após duas semanas de pesquisas e permitiu requisitar dos detidos "explosivos em curso de fabricação".

Fontes judiciais assinalaram à Agência Efe que foram encontrados 70 gramas de TATP, um potente explosivo muito instável de fabricação caseira, o mesmo que foi usado no recente atentado jihadista de Bruxelas, conhecido também como "a mãe de Satã".

Embora a quantidade achada não seja suficiente para equipar um colete com explosivos, junto com esta localizaram acetona, água oxigenada e ácido sulfúrico, elementos para produzir mais.

Esses materiais foram detectados no apartamento que ocupava um dos detidos, Thomas, de 21 anos, que os investigadores consideram que era o terrorista suicida.

Também detiveram sua namorada, de 16, com quem tinha previsto se casar antes de cometer o atentado, antes do qual ela pensava viajar para a Síria, onde teria o status de viúva de um jihadista, relatou a televisão "BFMTV".

A menor tinha gravado um vídeo no qual mostrava sua obediência ao Estado Islâmico, segundo o canal.

Os outros dois detidos são um indivíduo de 33 anos, fichado por seu radicalização jihadista, com contatos na Síria e considerado o tutor dos anteriores, e outro de 26, cujo papel não foi determinado. EFE

lmpg/ma

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