Governo e PM do Espírito Santo firmam acordo para encerrar paralisação

São Paulo, 10 fev (EFE).- O governo do Espírito Santo e associações que representam a Polícia Militar decidiram terminar a paralisação que ocorria desde sábado por conta de um protesto de famílias que bloquearam os portões dos batalhões para pedir reajuste salarial aos policiais, que não podem fazer greve.

Desde então, 121 pessoas morreram como consequência do caos gerado pela crise de segurança, informaram fontes oficiais nesta sexta-feira.

No acordo está previsto que a greve termine às 7h (horário de Brasília) de sábado, quando os policiais "voltarão às atividades", segundo disse o secretário de Direitos Humanos do Espírito Santo, Julio César Pompeu, em entrevista coletiva na qual garantiu que os agentes que aderiram à paralisação "não sofrerão sanções disciplinares".

No entanto, o secretário deixou no ar a retirada total das acusações apresentadas pelo Governo do Estado contra cerca de 700 policiais indiciados por crime de revolta, cuja pena pode chegar a 20 anos de prisão.

Desde o começo da paralisação, no sábado, a ausência das patrulhas nas ruas permitiu uma onda de violência que deixou pelo menos 121 mortos, saques e um aumento dos roubos, segundo dados do sindicato regional dos policiais civis.

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