OIM registra 37 mortes de imigrantes na fronteira entre México e EUA

Genebra, 10 fev (EFE).- Um total de 37 imigrantes ilegais morreram neste ano na fronteira entre México e EUA, oito a mais que no mesmo período de 2016, informou nesta sexta-feira a Organização Internacional de Migrações (OIM).

De acordo com a OIM, durante esta semana foram confirmadas 15 mortos de imigrantes no condado de Pima, no Arizona (EUA), supostamente por hipotermia ou desidratação, explicou em entrevista coletiva o porta-voz da organização Joel Millman.

Ainda não se sabe, no entanto, quando as vítimas morreram e desde quando seus corpos estavam no local, indicou.

Em combinação com os afogamentos no rio Bravo já registrados, a zona fronteiriça entre México e EUA teve quase uma morte por dia entre 1º de janeiro e 8 de fevereiro.

"Vimos um ritmo muito mais acelerado de afogamentos no rio Bravo, mas não sabemos se se deve a um fluxo maior (de imigrantes) ou simplesmente a um momento infeliz", afirmou o porta-voz.

No ano passado, 65 pessoas morreram por afogamento na fronteira entre México e EUA, segundo dados da OIM.

Perguntado se este aumento no número de imigrantes ilegais mortos se deve à construção do muro fronteiriço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Millman afirmou que "é impossível especular" sobre os motivos.

O porta-voz disse que pode ser efeito de uma "antecipação da temporada" do tráfico de imigrantes, que tratam de atravessar a fronteira na busca de uma vida melhor, porque a economia americana "é neste momento muito forte" e normalmente o "pico" de entradas ocorre em meados de março.

No mundo, durante os primeiros 40 dias do ano, a OIM registrou um total de 419 mortes de imigrantes, o que representa uma média de dez pessoas por dia.

Trata-se da metade da taxa identificada para todo 2016, quando morreram 20 imigrantes por dia.

Na América Latina, foi registrado o dobro de mortes de imigrantes do que em 2016, "o que não dá indícios de um ano muito seguro" para estas pessoas, afirmou além disso.

Na América Central, ocorreram duas mortes, sete a menos que em 2016, mas no Caribe foram 68 falecimentos diante apenas uma no ano anterior.

Na América do Sul, por enquanto não houve vítimas mortais entre os imigrantes, enquanto no ano anterior houve 10.

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