Oposição venezuelana responde a mediadores de diálogo com proposta de acordo

Caracas, 10 fev (EFE).- A aliança opositora da Venezuela, Mesa da Unidade Democrática (MUD), entregou aos mediadores do diálogo com o governo uma proposta de acordo "para a superação da crise política e social" em resposta ao plano dos acompanhantes para relançar este processo, informou nesta sexta-feira a coalizão de oposição.

Em comunicado, a MUD explicou que o documento "se concentra em quatro aspectos básicos" que "não são pontos de agenda para iniciar o diálogo, mas as bases de qualquer acordo possível, sempre e quando esse acordo contar com medidas adicionais suficientes para sua verificação independente".

A proposta exige o estabelecimento de uma "data concreta de realização de eleições para resolver a crise, a liberdade de todos os presos políticos, o atendimento urgente às vítimas da crise humanitária e o respeito às atribuições constitucionais da Assembleia Nacional" (AN, parlamento), que é controlada pela oposição.

Este texto foi entregue ontem ao representante da União das Nações Sul-americanas (Unasul), Mauricio Doffler, e ao ex-presidente do Panamá, Martín Torrijos, que atuam como mediadores do diálogo junto ao Vaticano e ao ex-presidente Leonel Fernández (República Dominicana) e o ex-chefe do governo da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero.

"Com a entrega deste documento, denunciamos ao mundo como o regime minoritário de Maduro empurra a Venezuela a cada dia em direção ao abismo da violência, ao fechar as vias políticas para a resolução do conflito", prossegiu a MUD.

A aliança garantiu, além disso, que o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, suspende eleições, detém governantes opositores "e agora pretende ilegalizar os partidos de oposição" em alusão ao processo de renovação de militâncias convocado pelo Poder Eleitoral e que é, de acordo com a MUD, "impossível de ser cumprido".

Os mediadores entregaram aos interlocutores em janeiro um plano de reativação das conversas, que entraram em "fase de revisão" em 6 de dezembro pelo suposto descumprimento dos primeiros acordos, algo do qual ambas as partes se acusam.

A delegação do governo decidiu na última segunda-feira receber esta proposta e passar "para a segunda fase do diálogo a partir do presente".

No entanto, a MUD pôs em dúvida seu retorno às negociações devido aos "atrasos" do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para convocar este ano o pleito de governadores que deveria acontecer em dezembro, além das eleições municipais.

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