Toledo será incluído em lista dos mais procurados se não retornar ao Peru

Lima, 9 jan (EFE).- O ex-presidente do Peru, Alejandro Toledo, teve emitido contra ele uma ordem de prisão preventiva por, supostamente, receber US$ 20 milhões em propinas da construtora Odebrecht, será incluído na lista dos foragidos mais procurados do Peru se não retornar imediatamente ao país, anunciou na quinta-feira o Ministério do Interior em comunicado.

A lista dos mais procurados do Peru é um grupo de pessoas acusadas de crimes graves e com ordens de prisão, pelos quais o Ministério do Interior oferece uma recompensa financeira para quem oferecer dados ou informação que permita localizar e prender os foragidos, tanto dentro como fora do país.

Alejandro Toledo está fora do Peru e no último final de semana esteve em Paris. Ele mora na Califórnia (Estados Unidos), onde trabalha como pesquisador da Universidade de Stanford.

O Ministério do Interior explicou que procederá a enviar um alerta vermelho aos 190 países que compõem o Sistema da Interpol, assim que receber a notificação da decisão do juiz, que ordenou que Toledo fique preso preventivamente por 18 meses.

O juiz Richard Concepción, titular do Primeiro Tribunal de Investigação Preparatória da Sala Penal Nacional, ordenou a prisão de Toledo por considerar que há elementos suficientes de convicção sobre sua intervenção em favor da Odebrecht na licitação da Estrada Interoceânica do Sul.

Segundo o promotor Hamilton Castro, Toledo recebeu US$ 20 milhões em subornos pagos entre os anos de 2006 e 2010 em uma rede de empresas "offshore", em nome do empresário peruano-israelense Josef Maiman, íntimo amigo e testa-de-ferro do ex-presidente.

Toledo é a primeira grande figura da política peruana acusada de ter recebido dinheiro da Odebrecht, cujos responsáveis confessaram para a Justiça americana que pagaram US$ 29 milhões para funcionários públicos do Peru entre os anos de 2005 e 2014.

Esse período de pagamentos ilícitos compreende os governos de Alejandro Toledo (2001-2006), Alan García (2006-2011) e Ollanta Humala (2011-2016).

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