Trump promete que aliança de Defesa com Japão será "impenetrável"

Washington, 10 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que a cooperação de Defesa entre os governos americano e japonês ficará "cada vez mais forte" e, com o tempo, "impenetrável" graças a um investimento econômico "muito forte" de Washington.

"Estamos comprometidos com a segurança do Japão e de todas as áreas sob seu controle administrativo", disse Trump em entrevista coletiva junto ao primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, em uma aparente referência às ilhas Senkaku, administradas pelo Japão mas reivindicadas pela China.

"A aliança entre EUA e Japão é a pedra fundamental da paz e estabilidade no Oceano Pacífico. É importante para a nossa aliança investir fortemente em reforçar as capacidades de Defesa. Sob nossa liderança mais forte, com o tempo seremos impenetráveis", afirmou Trump.

O governante americano também enfatizou que dá "uma prioridade muito muito alta" às provocações do regime da Coreia do Norte, que realizou testes nucleares e de mísseis apesar das sanções internacionais.

Os Estados Unidos mantêm uma forte presença militar no Japão (28,5 mil soldados, a maioria no pequeno arquipélago de Okinawa) desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Tóquio definiu uma Constituição pacifista após a rendição e os Estados Unidos se comprometeram a fornecer defesa ao país em caso de conflito, assim como manter o chamado "guarda-chuva nuclear".

Trump agradeceu ao Japão por ser o lar das bases americanas, símbolo de uma relação de defesa que, na sua opinião, trouxe prosperidade e "melhorou um número incontável de vidas".

Abe revelou que ambos concordaram em transferir uma base aérea de uma região altamente povoada da ilha de Okinawa para outro lugar com menor impacto na baía de Henoko.

Os líderes ressaltaram o compromisso em defender o direito à livre navegação nas águas do Mar da China Oriental e Meridional em disputa, o que elevou as tensões de Japão, Filipinas, Vietnã e Malásia com a China, que ampliou patrulhas e instalações com um possível uso militar nessas zonas.

Abe disse que definiu com Trump uma posição comum para que a "Coreia do Norte abandone o programa de mísseis balísticos e para que não faça mais provocações".

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