Vaticano convidou, sem sucesso, governo e oposição da Venezuela para reunião

Caracas, 10 jan (EFE).- O presidente do parlamento da Venezuela, Julio Borges, revelou nesta sexta-feira que o Vaticano propôs, apesar de não ter tido sucesso, um encontro entre representantes do governo da Venezuela e da oposição na Santa Sé para tentar retomar o processo de diálogo estre as partes, atualmente em suspenso.

De acordo com ele, o encontro, que aconteceria no final de janeiro, não ocorreu porque a oposição considerava que antes o governo devia se comprometer a cumprir algumas exigências, como a realização de eleições e a libertação de opositores.

"Não foi o papa que nos chamou e convidou, quero esclarecer, foi todo feito através da Nunciatura" com a condição de que cumprissem uma série de condições, disse Borges, em um encontro com a imprensa estrangeira em Caracas, e no qual afirmou que a ideia dessa possível reunião não foi totalmente descartada.

O presidente do parlamento e também coordenador nacional do partido Primeiro Justiça (PJ) - o mesmo do ex-candidato presidencial Henrique Capriles - indicou que a oposição entendeu que o sentido do encontro no Vaticano era anunciar decisões efetivas.

"Em todo caso, dissemos que não íamos porque entendíamos que o sentido não era fazer turismo político, ir lá e fazer uma foto com o papa. O objetivo era anunciar coisas concretas: data de eleições, libertação de presos, retirar o desacato (da Assembleia Nacional), e não um discurso vazio", afirmou.

Nesse sentido, o principal responsável do Legislativo insistiu que e o "governo que deve dar a resposta neste momento" para que o encontro possa acontecer.

"É verbalizar os acordos, ler as letras pequenas do contrato para que isso possa ser anunciado", disse ele.

No entanto, Borges reconheceu que atualmente "não há negociação, nem diálogo" com o governo. O que existe é a troca das diferentes propostas que sugerem por escrito os mediadores e as partes.

No domingo passado o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que estava "administrando um encontro com o papa Francisco no Vaticano" e que acreditava que isso aconteceria "em breve".

O diálogo entre o governo e a oposição está parado desde 6 de dezembro, quando os representantes da MUD se negaram a comparecer à reunião plenária convocada para aquele dia, depois de dizer que o Executivo não tinha cumprido os compromissos selados em encontros anteriores.

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