Boinas azuis matam 4 civis na República Centro-Africana

Bangui, 11 fev (EFE).- Pelo menos quatro civis morreram depois que boinas azuis da missão da Organização das Nações Unidas na República Centro-Africana (MINUSCA) abriram fogo contra uma multidão no oeste do país, informaram as autoridades locais à Agência Efe.

Ontem à tarde, foram registrados momentos de tensão em Bouar, quando o alarme falso de um ataque armado na cidade gerou pânico na população, que começou a correr pelas ruas procurando lugar para se esconder.

"As forças de paz da missão da ONU atiraram contra a multidão e mataram quatro civis que corriam em direção ao acampamento da MINUSCA para buscar abrigo", explicou o deputado Benjamin Kerigma, de Bouar, que garantiu que os soldados eram de Bangladesh.

Segundo ele, as autoridades pedirão à missão da ONU uma explicação para o caso.

O porta-voz da MINUSCA, Vladimir Montéiro, afirmou que os soldados dispararam porque a base militar "sofreu uma incursão de civis".

"Eles entenderam que era uma incursão porque os civis queriam entrar no depósito de munição da base, por isso os encarregados de proteger o local atiraram", declarou o porta-voz da missão.

A MINUSCA, criada em setembro de 2014 mediante a resolução 2149 do Conselho de Segurança da ONU, destina 12 mil soldados de diferentes nacionalidades à manutenção da paz neste país.

A República Centro-Africana vive um complicado processo de transição desde que em 2013 os ex-rebeldes Seleka derrubaram o presidente, François Bozizé. Isso gerou uma onda de violência sectária entre muçulmanos e cristãos, o que causou milhares de mortes e obrigou 1 milhão de pessoas a fugir.

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