Documento entregue a May pede que Reino Unido aceite crianças refugiadas

Londres, 11 fev (EFE).- Um documento assinado por 50 mil pessoas e entregue neste sábado à primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, pede que o governo continue aceitando no país crianças refugiadas que estão sozinhas na Europa.

O abaixo-assinado foi promovido depois de a ministra do Interior do Reino Unido, Amber Rudd, ter anunciado o fechamento de um programa para receber 3 mil menores refugiados vulneráveis.

O ex-refugiado e deputado trabalhista Lord Dubs foi o responsável por entregar o pedido em Downing Street, residência oficial de May.

Uma lei foi aprovada em 2016 para que o governo adote medidas para acolher no Reino Unido um número determinado de crianças refugiadas não acompanhadas procedentes de outros países da Europa.

O texto não detalhava o número exato de crianças a serem recebidas. Então, o ministro de Imigração, James Brokenshire, disse que o país daria refúgio a 3 mil menores até 2020.

Apesar disso, Rudd diminuiu nessa semana o número para 350, o que gerou muitas críticas no país.

Ao entregar o pedido, Dubs estava acompanhado de autoridades locais, líderes religiosos e ativistas. Alguns deles fizeram discursos em frente à residência de May para que o governo volte atrás sobre a medida de não aceitar crianças refugiadas.

Entre os argumentos citados por Rudd para estabelecer o teto de 350 crianças está o temor das autoridades britânicas e francesas de que o programa de amparo fomente o tráfico de pessoas.

No ano passado, mais de 900 menores refugiados sem a tutela de um adulto foram realocados no Reino Unido, procedentes de outros pontos da Europa.

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