Foguetes são lançados contra região palco de protestos em Badgá

Bagdá, 11 fev (EFE).- Três foguetes explodiram neste sábado no centro de Bagdá, capital do Iraque, região onde estão as sedes do parlamento, do governo e as principais embaixadas estrangeiras no país, sem informações sobre vítimas até o momento.

O Escritório de Informação do Comando de Operações Conjuntas do Iraque, principal responsável pela segurança no país, disse à Agência Efe que três foguetes do tipo Katyusha caíram na região central. Eles teriam sido lançados do leste de Bagdá.

O centro da capital foi palco de protestos hoje, convocados pelo influente clérigo xiita Moqtada al Sadr. Um policial morreu e outras sete ficaram feridos em enfrentamentos com as milhares de pessoas que participavam da manifestação, informaram à Agência Efe fontes de segurança e o Comando de Operações de Badgá.

O governador de Badgá, Ali al Tamini, que pertence à corrente de oposição a Al Sadr, disse em comunicado que quatro pessoas morreram depois que os agentes jogaram gás lacrimogêneo e atiraram contra os manifestantes. As informações não foram confirmadas oficialmente.

Al Sadr convocou na última quarta-feira seus seguidores a protestar na praça Tahrir, no centro de Bagdá, para pedir a dissolução da comissão eleitoral e uma reforma política.

Após o confronto com a polícia, o líder xiita pediu que os manifestantes deixassem a praça porque "alguns elementos desconhecidos usaram força exagerada contra os pacíficos manifestantes". Além disso, ele disse que a interrupção tinha como objetivo "parar de derramar o sangue dos inocentes e salvá-los das mãos do terrorismo governamental".

Além disso, o clérigo disse que o primeiro-ministro do Iraque, Haider al Abadi, é o responsável pelo ocorrido.

O presidente do Iraque, Fouad Massoum, e Al Abadi pediram uma "investigação justa" sobre as mortes nas manifestações.

O Comando de Operações de Bagdá disse em comunicado que os confrontos começaram depois que os manifestantes saíram da região autorizada para a realização do protesto, o que provocou o enfrentamento com as forças de segurança.

Por outro lado, o Comitê Central para a Organização de Protestos, formado pela corrente de oposição a Al Sadr, e por outros grupos políticos que apoiam a manifestações, afirmou que rejeita a tentativa de "politizar a comissão eleitoral".

Em comunicado, membros do comitê ameaçaram acampar na praça até a dissolução da comissão e também pediu uma reforma eleitoral.

O primeiro-ministro disse em nota que todos os iraquianos têm direito a se manifestar, desde que "se comprometam com a lei e com a ordem pública em uma época na qual o país combate os jihadistas do grupo Estado Islâmico".

As forças políticas de oposição, sobretudo a corrente liderada por Al Sadr, pressionam há meses que Al Abadi realize amplas reformas políticas para acabar com a corrupção e o sectarismo dentro dos órgãos públicos, além de melhorar a eficiência do governo.

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