Começa escolha do novo presidente alemão no Parlamento

Berlim, 12 fev (EFE).- A Assembleia Federal da Alemanha, formada por parlamentares e representantes dos estados federados, começou ao meio-dia deste domingo (horário local, 9h em Brasília) a sessão para eleger o novo presidente do país, com o social-democrata Frank-Walter Steinmeier como o vencedor mais provável da votação.

Steinmeier é ex-ministro de Relações Exteriores e é o candidato de consenso da grande coalizão. Ele tem o apoio dos liberais e dos verdes e se não acontecerem surpresas será eleito em primeiro turno com maioria absoluta.

As forças da grande coalizão - a União Democrata-Cristã (CDU) partido da chanceler Angela Merkel, junto com sua ala bávara da União Social-Cristã (CSU) e o Partido Social-Democrata (SPD) - somam 924 cadeiras das 1.260 que formam a Assembleia, órgão que se reúne a cada cinco anos com a única missão de designar o presidente. As fileiras conservadoras que Merkel lidera não foram capazes de encontrar um candidato comum e aceitaram a proposta do SPD, que dará a chefia do Estado a um dos seus, faltando sete meses para as eleições gerais.

Pouco antes de começar a sessão, um ato ecumênico foi realizado na Catedral de St.Hedwig, em Berlim, onde falaram representantes das duas principais igrejas do país - católica e protestante - e que teve a presença do ainda presidente do país, Joachim Gauk e seu previsível sucessor. Merkel também compareceu ao evento, acompanhada de vários ministros e do líder do SPD e candidato à Chancelaria nas eleições legislativas de setembro, Martin Schulz.

Contra Steinmeier existem quatro candidatos que provavelmente só receberão os votos dos próprios partidos: Christoph Butterwege, pela Esquerda; Engelbert Sonneborn, pelo partido Pirata; Albrecht Glaser, pela AfD; e Alexander Hold, pelo Eleitores Livres.

A pessoa que ocupa o cargo de presidente da Alemanha exerce funções majoritariamente representativas e durante os últimos cinco anos quem esteve à frente da instituição foi o antigo pastor luterano e dissidente da Alemanha comunista Joachim Gauck. Com ele se rompeu a tradição de que os dois principais partidos do país apresentem candidatos diferentes para o cargo, já que os conservadores aceitaram apoiar um homem promovido inicialmente pelos social-democratas e pelos verdes.

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