Equatorianos pedem que Procuradoria revele nomes envolvidos no caso Odebrecht

Quito, 13 fev (EFE).- O movimento político equatoriano Concertación exigiu nesta segunda-feira que a Procuradoria Geral do Estado (FGE) revele os nomes dos envolvidos no caso de pagamento de propinas da construtora brasileira Odebrecht no país e acusou o órgão de "ocultar as informações".

Seguidores do movimento político se concentraram em frente à sede da FGE com apitos e cartazes em uma manifestação contra a corrupção. Os militantes, que ocuparam parte da rua, também pediram aos motoristas que buzinassem em protesto.

Em dezembro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelou que a Odebrecht pagou propinas em 12 países da América Latina e África, entre eles o Equador, onde entre 2007 e 2016 teria pago mais de US$ 35,5 milhões a "funcionários do governo", o que lhe rendeu um lucro de mais de US$ 116 milhões.

Desde que o caso corrupção da empresa brasileira ganhou repercussão, o Equador vive uma onda de rumores, sobretudo pelo desconhecimento dos nomes de quem teria recebido propina.

César Montúfar, dirigente do partido Movimiento Concertación, que apresenta uma lista de candidatos à Assembleia Nacional (parlamento) nas eleições deste domingo, disse à agência Efe que "as autoridades que deveriam fazer a investigação, como a Procuradoria e a Controladoria" não fazem "absolutamente nada".

O político comentou que seu partido pediu a renúncia do procurador-geral e a fiscalização do caso por parte da Assembleia Nacional.

"Aqui não há justiça", acrescentou Montúfar, que considerou que as instituições não trabalham para que haja transparência, mas "para encobrir os casos de corrupção" e que o Equador, "ao contrário dos demais países onde explodiu o caso Odebrecht, é o único onde não há investigados".

Segundo Montúfar, os pedidos de assistência internacional efetuados pela Procuradoria do Estado a Brasil, EUA, Suíça e Espanha "não serviram para nada".

"Num momento em que o Equador está às vésperas de um processo eleitoral", manifestou, "nós equatorianos temos o direito de saber se há algum candidato investigado pela Justiça" nos EUA ou no Brasil, já que se trata de "um direito fundamental para garantir a integridade do processo eleitoral".

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